Sousa/PB -
piso da enfermagem

FAMUP confirma que Sousa terá impacto de R$ 1 mi na folha com o piso dos enfermeiros, e Cajazeiras R$ 4 mi; “Os prefeitos não têm recursos”

Na Paraíba, existem Municípios que podem entrar em colapso financeiro se não conseguir junto ao Governo Federal, ajuda de custeio para honrar

Por Pereira Jr. • Articulista Polí­tico

24/02/2023 às 16:06

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Imagem George Coelho, presidente da FAMUP

George Coelho, presidente da FAMUP ‧ Foto: divulgação

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O Presidente da FAMUP, George Coelho, apresentou sua preocupação com relação aos Municípios paraibanos não terem subsídios, nem dotação orçamentária para o pagamento do piso salarial a classe da enfermagem quando a lei estiver valendo em todo o País.

Na Paraíba, existem Municípios que podem entrar em colapso financeiro se não conseguir junto ao Governo Federal, ajuda de custeio para honrar com a validade da lei justa do piso dos enfermeiros, que ainda contínua em discussão no Congresso Nacional.

— É muito preocupante essa história do piso dos enfermeiros. Já estamos falando algum tempo, desde o ano passado, que iriamos ter problema para pagar. É um piso muito mais do que merecedor. São os profissionais que estão a frente dos municípios do dia-a-dia, a base de qualquer Gestão é a saúde, mas precisamos ter receita para pagar, esclareceu.

George Coelho, que já foi prefeito da Cidade de Sobrado, conhece muito bem dos fatos que está narrando. Os Municípios, principalmente os pequenos, sofrem com o problema de arrecadação própria, e passam a sobreviver com os repasses federais, que chegam comprometidos com os serviços continuados da Cidade, ficando impossibilitado para outros investimentos, neste caso, pagar o piso devido aos Enfermeiros que lutam desde do ano passado, após-pandemia, a conquistar o direito do Governo Federal. 

— Posso dizer aqui que na Cidade de Sousa é R$ 1 milhão a mais  na folha, e o Prefeito (Tyrone) não tem esse recurso. Em Cajazeiras, o impacto é de mais de R$ 4 milhões na folha ao longo do ano. Temos municípios como Cabedelo que o impacto é de R$ 1 milhão. Não tem o dinheiro do recurso. O município pode pagar, mas vai tirar de um lugar aonde não tem, assegurou.

O Presidente da Federação Municipal dos Municípios Paraibanos, George Coelho, extremamente preocupado com essa questão, ensejou apelo aos sindicatos, e representantes da Enfermagem para se unirem com o proposito  de lutar em Brasília pela aprovação da PEC 2522 que vai garantir de uma vez por toda o recurso para o piso dos enfermeiros. 

— Nenhum prefeito, ou prefeita, é contra o direito dos profissionais da saúde, agora não tem o recurso para pagar.

Acompanhe toda a entrevista concedida por George Coelho ao Portal REPORTERPB que debate sobre o tema do piso da salarial dos enfermeiros, crise financeiras dos municípios, e a cota do FPM que está cada dia menor para os Municípios de pequeno porte, que sobrevivem praticamente destes recursos federais.

Por Pereira Jr.

 

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