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Editor da Carta Capital ataca Damares Alves e sugere que Jesus a satisfaria sexualmente

A publicação veio acompanhada de fotos das páginas da edição que foi às bancas na última quarta-feira, 20 de novembro

A revista Carta Capital, que por anos sustentou-se com verbas de publicidade estatal nos governos petistas, publicou uma reportagem que ataca mulheres com protagonismo na sociedade que não se rendem à ideologia de esquerda. A ministra Damares Alves, uma das alvejadas, criticou o teor da matéria nas redes sociais.

“A revista Carta Capital de hoje trouxe uma matéria nojenta, escrita por um homem, o editor-chefe, a qual dispara ataques nojentos a mulheres com destaque na política nacional. E vejam só o absurdo que falam dessa Ministra. Segundo ele, com 10 anos de idade, quando estava no pé de goiaba pensando em tirar a própria vida por ter sido abusada sexualmente, eu deveria ter aproveitado o momento para ter relações com Jesus”, desabafou a ministra no Twitter.

A publicação veio acompanhada de fotos das páginas da edição que foi às bancas na última quarta-feira, 20 de novembro. A reportagem, assinada por Nirlando Beirão, faz ataques ad hominem a mulheres como a ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), as juízas Carolina Lebbos e Gabriela Hardt, a jurista e deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), a jornalista Rachel Sheherazade, entre outras.

O título da matéria diz que essas são “Mulheres que envergonham as mulheres”, e o texto segue dizendo que “a escória que o eleitorado de Pindorama alçou ao poder é machista, misógina, violenta, ignorante, racista, moralista, hipócrita, ou seja, exerce todos esses atributos que são o apanágio da condição masculina”.

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“A doutrinação miliciana acabou por intoxicar aquelas que, em geral, nas durezas da vida, militam em favor da civilização, mas que, nosso caso, acabaram alegremente se desviando para a barbárie”, acrescenta o texto.

Jesus

Quando o autor, Nirlando Beirão, decide referir-se diretamente à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, faz menção ao episódio em que, não fosse a vítima uma mulher evangélica e conservadora, seria tratado como o ápice da violência contra a mulher. Como a vítima é Damares Alves, pastora, a circunstância de seu estupro na infância vira alvo de chacota, com vilipêndio à fé de 90% da população brasileira.

“A ministra xodó do BolsoNero decidiu recorrer ao Tinder para arranjar o tão esperado marido. Damares Alves, 55 anos com corpinho de 65, parece já ter despertado a atenção de alguém que se diz rapper. A atitude denota alguma humanidade por parte de quem é a rainha da intolerância e campeã do ridículo. Mas as convicções religiosas da pastora criam barreira para qualquer intimidade”, diz Beirão.

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O jornalista continua: “Tudo para ela recente a sexo e o prazer é tremendamente pecaminoso. Damares perdeu uma notável ocasião ao ignorar aquele rapagão de barba cor de mel e cabelos encaracolados que lhe apareceu encarrapitado numa goiabeira. A pastora, que acredita até em mamadeira de piroca, não entendeu que o guapo mancebo era um presente dos céus para sossegar a sofreguidão dos seus países baixos”.

A menção, indireta a Jesus, sugerindo que ele pudesse atender a necessidades sexuais de uma menina que pensava em tirar a vida por ter sido estuprada, levou Damares Alves a responder: “Para atacar uma mulher, ele ataca o meu Deus. Para atacar uma mulher, ele não respeita a minha história de vida. O sofrimento que passei quando criança. Eu estava no pé de goiaba porque eu sou uma das milhões de meninas desse país que foram abusadas sexualmente”.

“Ele não respeitou a minha história. Eu e todas as mulheres que fomos atacadas por esse jornalista não merecemos. E fomos atacadas porque estamos ocupando cargos, não somente por sermos mulheres. Chega de violência política contra mulher no Brasil”, acrescentou. Gospelmais

Repórter PB

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