04/03/2026 às 07:46
Daniel Vorcaro ‧ Foto: divulgação
O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informações inicialmente divulgadas pelo site Metrópoles e confirmadas pelo Portal REPORTERPB.
Além da prisão, o STF determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões. Segundo a decisão, a medida busca interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às supostas práticas ilícitas.
De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com apoio técnico do Banco Central do Brasil.
Vorcaro é apontado como alvo da terceira fase da operação, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. A prisão ocorreu na residência do empresário, em São Paulo, e ele foi conduzido à Superintendência da PF na capital paulista.
A Operação Compliance Zero investiga possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, que teriam sido praticados por organização criminosa.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que estava previsto o depoimento de Vorcaro na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. Na noite anterior, o ministro André Mendonça havia acolhido pedido da defesa para dispensar o empresário da obrigação de comparecer à CPI, tornando facultativa sua presença.
Na decisão, o ministro destacou a relevância dos trabalhos da comissão, mas ressaltou a garantia constitucional contra a autoincriminação. Ainda está prevista a oitiva do empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, no âmbito da CPI.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do STF.

Para ler no celular, basta apontar a câmera




