29/08/2025 às 16:30
Com o objetivo de incentivar as pessoas a sentarem, refletirem e, em seguida, levantarem e agirem para combater o feminicídio, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Atenção à Saúde (Geas), instalou, no hall de entrada de sua sede, nesta sexta-feira (29), o banco vermelho - símbolo da luta contra a violência à mulher e reflexão contra o feminicídio.
O Banco Vermelho é uma iniciativa global que começou em 2016, na Itália, quando esse processo do banco vermelho passou a ser símbolo da luta contra a violência de gênero e principalmente o combate ao feminicídio. Ao longo dos últimos anos, a violência contra a mulher tem aumentado tanto no Brasil quanto na Paraíba. Dessa forma, a SES a partir da Lei 14.942/2024 - que estabelece o Projeto Banco Vermelho e outras ações de conscientização para combater a violência contra a mulher no Brasil, integrando essas iniciativas ao Agosto Lilás, mês de conscientização sobre o tema – enquanto gestora estadual da saúde, apoia os 223 municípios para levar essa iniciativa como exemplo de política de apoio, através dessa simbologia.
A secretária executiva de estado da Saúde, Renata Nóbrega, destacou a importância de aderir ao Banco Vermelho, especialmente neste mês dedicado à conscientização sobre violência contra a mulher e feminicídio. “A secretaria coordena a política de saúde da mulher e que, com a regulamentação da Lei 8080/90, modificada em 2024, assegura salas de acolhimento exclusivas para mulheres vítimas de violência nos serviços de saúde, garantindo privacidade e restrição do acesso do agressor. O atendimento às vítimas de violência é fundamental. O ato de celebrar essa data serve para lembrar a necessidade de ações diárias para promover a qualidade de vida das mulheres”, destacou.
A Paraíba possui uma rede hospitalar com Salas Lilás para acolhimento e assistência a mulheres vítimas de violência. Em todo o estado são nove salas distribuídas por macrorregiões (João Pessoa: Hospital da Mulher e o Instituto Cândida Vargas; Guarabira: Hospital Regional de Guarabira; Campina Grande: Instituto Elpídio de Almeida (ISEA); Queimadas: Hospital Regional de Queimadas; Monteiro: Hospital Regional Santa Filomena; Patos: Hospital e Maternidade Peregrino Filho; Sousa: Hospital Regional de Sousa; e em Cajazeiras: Hospital Regional de Cajazeiras), todas prontas para atender essas mulheres vítimas de violência.
A SES realiza ações integradas e intersetoriais que incluem prevenção à violência infantil e em adolescentes, parcerias com municípios e o programa Saúde na Escola, além de caravanas envolvendo as Secretarias de Desenvolvimento Humano e da Mulher em diversos hospitais da região.
De acordo com a gerente executiva de Atenção à Saúde da SES, Izabel Sarmento, o papel da SES é incentivar e fomentar os municípios e outras secretarias de Governo a também aderirem a essa ação tão importante em defesa das mulheres.
“A partir da fixação deste banco queremos mostrar que é importante refletirmos e também agir no momento da identificação de uma violência para evitar que ela ocorra. Muitas vezes a violência não precisa ser só física, ela pode ser uma violência social ou psicológica e isso conta muito. E quando olhando para o feminicídio, precisamos agir antes que ele aconteça. Então o Banco Vermelho é um alerta, para a gente sentar, refletir, levantar e agir ligando para o 180 para denunciar a violência seja ela qual for. Nós somos corresponsáveis também nesse processo em evitar que outras mulheres possam perder a sua vida”, frisou.
Para a servidora da gerência de distribuição e logística (GDL) da SES, Samara Oliveira, a instalação do Banco Vermelho pela SES é uma ação empática e acolhedora para as mulheres, simbolizando não apenas dor, mas também amor e solidariedade. “Esse banco representa as vítimas de violência e convida à reflexão sobre a necessidade de apoio e diálogo sobre o tema. É uma iniciativa que reforça o cuidado e a empatia da Secretaria para com as mulheres, promovendo uma cultura de apoio e conscientização”, destacou.
No Brasil, a cada 6 horas, uma mulher é vítima de feminicídio. Essa realidade motiva várias instituições públicas e privadas, bem como toda sociedade a lutarem de forma constante e determinada para mudar esse cenário.
Fonte: Repórter PB
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