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Calor acima do normal coloca capitais em alerta

Rádio Agência

16/01/2026 às 12:22

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O ano de 2026 tende a ser instável quando o assunto é meteorologia e previsão do tempo. Com a alta das temperaturas, muitas capitais do país registraram nesta quinta-feira (15) máximas por volta dos 30ºC. E o calor não dá trégua nesta sexta-feira (16).

No Rio de Janeiro, por exemplo, a cidade permanece no nível 3 de calor - medida instituída pela prefeitura quando há registro de índices entre 36ºC e 40ºC por, ao menos, três dias consecutivos.

O portal Climatempo aponta que nesta sexta-feira haverá temperaturas elevadas, além do avanço de uma frente fria que aumenta a chance de chuvas moderada a forte e temporais na Região Sul do país

Norte, Sudeste e Centro-Oeste

No Norte, a situação das chuvas é semelhante, atingindo de forma moderada à forte a maioria dos estados. Em Tocantins, a chuva é mais intensa no norte do estado, enquanto o restante da região deve apresentar tempo mais aberto.

Sudeste e Centro-Oeste do país registram níveis de chuva forte durante à tarde e temperatura com máxima entre 29 e 33º. A exceção fica por conta de algumas áreas do Espírito Santo e o leste e o nordeste mineiro, onde a chuva ocorre de forma mais fraca.

No Nordeste, a previsão é que a temperatura se mantenha elevada, com chuva fraca no litoral e interior de Maranhão, Piauí e Ceará. Algumas áreas cearenses podem registrar chuva moderada, enquanto outras no Maranhão correm risco de temporal.

Riscos da alta temperatura

Este aumento de temperatura recorrente em diversas regiões do país acende o alerta para os riscos sobre a pressão arterial e o inchaço no corpo - recorrentes nestes períodos de calor alto. 

A cirurgiã vascular, Nayara Batagini, explica que os inchaços acontecem porque o corpo procura perder calor através da dilatação dos vasos sanguíneos.

“Então, com essa dilatação, o sangue circula mais devagar nas pernas e parte do líquido acaba saindo dos vasos e indo para os tecidos, o que causa o inchaço. Além disso, como a gente sua mais, se não se hidratar direito, o corpo entra num modo de defesa e começa a reter líquido, ou seja, mesmo perdendo água pelo suor, o organismo acaba segurando o líquido e o inchaço aparece.”

Nayara destaca os grupos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade em tempos de calor e os fatores que aumentam o risco de inchaço.

“Então, quem tem varizes, insuficiência venosa, outros problemas como limfedema, lipedema, já tem mais dificuldade de fazer o sangue voltar das pernas para o coração, o retorno venoso. No calor isso piora ainda mais. Fatores que agravam são ficar muito tempo em pé, ou sentado, sedentarismo, excesso de peso sobrecarregando muitas pernas, alterações hormonais, cigarro e até mesmo uso de roupas muito apertadas. Tudo isso aumenta a pressão nas veias e facilita o inchaço.”

Sintomas e recomendações

Neste período do ano, é preciso redobrar os cuidados e estar atento aos sintomas, como dores de cabeça, tonturas, dores no peito, palpitações, falta de ar ou confusão mental, pois a pressão arterial pode ficar desregulada, o que favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares. 

A cirurgiã vascular explica que medidas simples já nos ajudam a prevenir estes problemas. A recomendação é evitar ficar exposto ao sol por longos períodos, e, se necessário, procurar atendimento médico ao possuir algum sintoma.

"Como, por exemplo, beber bastante água, evitar ficar muito tempo parado na mesma posição, movimentar as pernas ao longo do dia, principalmente se você trabalha muito sentado, caminhar sempre que possível, fazer atividade física para fortalecer a musculatura das pernas e quando chegar em casa no final do dia elevar as pernas acima do nível do coração. Também ajuda bastante evitar roupas muito apertadas e em alguns casos com indicação médica o uso de meios de compressão."

*Sob supervisão de Fábio Cardoso.

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