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Nomeação na Meta escancara aproximação entre big techs e poder estratégico dos EUA

Antes disso, McCormick já havia ocupado cargos estratégicos durante o governo de George W. Bush, ampliando sua experiência em temas ligados à política externa

Por Pereira Jr. • Articulista Polí­tico

13/01/2026 às 11:40

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Imagem Dina Powell McCormick ao lado de Trump

Dina Powell McCormick ao lado de Trump ‧ Foto: AFP

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A Meta, empresa que controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou uma mudança de peso em sua estrutura de comando ao nomear Dina Powell McCormick como nova presidente da companhia e vice-presidente do Conselho de Administração. A decisão chama atenção não apenas pelo currículo da executiva, mas pelo simbolismo político que a escolha carrega.

Conforme apurado pelo Portal REPORTERPB, Dina Powell McCormick construiu sua trajetória longe do Vale do Silício. Ela integrou o núcleo mais sensível do governo dos Estados Unidos, tendo atuado como assessora direta de Donald Trump e como conselheira adjunta de Segurança Nacional entre 2017 e 2018, período marcado por disputas geopolíticas, sanções internacionais e tensões diplomáticas.

Antes disso, McCormick já havia ocupado cargos estratégicos durante o governo de George W. Bush, ampliando sua experiência em temas ligados à política externa, segurança e articulação institucional em Washington. Agora, assume um dos postos mais influentes do setor privado global, à frente da Meta, empresa responsável por algumas das maiores redes de comunicação do planeta.

A nomeação foi celebrada publicamente por Trump, que destacou a atuação da ex-assessora durante seu governo. Para analistas ouvidos pela reportagem, a escolha vai além de uma decisão corporativa: representa um movimento calculado da Meta para reforçar sua presença política nos centros de poder dos Estados Unidos.

O contexto ajuda a explicar o gesto. A empresa enfrenta pressões crescentes do Congresso americano, questionamentos sobre moderação de conteúdo, debates sobre liberdade de expressão e embates regulatórios com governos estrangeiros. Ao trazer para o topo alguém com trânsito direto na Casa Branca, no Congresso e em setores estratégicos do Estado, o CEO Mark Zuckerberg amplia o poder de interlocução da companhia em um ambiente cada vez mais hostil às big techs.

A movimentação consolida uma tendência já perceptível: plataformas digitais deixaram de atuar apenas como empresas de tecnologia e passaram a exercer influência direta sobre eleições, disputas narrativas, crises políticas e relações internacionais. Com Dina Powell McCormick na presidência, a Meta reforça sua posição como ator central no jogo global da informação.

Mais do que uma troca de nomes, a decisão indica que o Vale do Silício e o poder político norte-americano caminham para uma integração ainda maior — um movimento que deve repercutir muito além do universo digital.

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