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Davi Alcolumbre mantém decisão da CPMI do INSS que quebrou sigilos de Lulinha

Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados não demonstraram de forma inequívoca violação às normas regimentais e constitucionais

Da Redação Repórter PB

03/03/2026 às 17:29

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Imagem O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP)

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP) ‧ Foto: Andressa Anholete

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O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo site Metrópoles.

A decisão foi anunciada durante sessão do Senado e teve como base parecer da Advocacia do Senado. O recurso apresentado por parlamentares da base governista, que pedia a anulação das quebras, foi rejeitado.

Segundo Alcolumbre, os argumentos apresentados não demonstraram de forma inequívoca violação às normas regimentais e constitucionais. “O número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria”, afirmou. Ele explicou que, com quórum de 31 parlamentares presentes na sessão da comissão, seriam necessários ao menos 16 votos para rejeitar os requerimentos.

As quebras de sigilo foram aprovadas na última quinta-feira (26), em sessão da CPMI marcada por divergências entre governistas e oposição. Os pedidos partiram do relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e foram votados de forma simbólica.

Na ocasião, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou aprovados os requerimentos após contabilizar sete votos contrários, considerando apenas membros titulares. A base do governo sustenta que havia 14 votos contrários e questiona a forma de condução da votação. Viana nega irregularidades.

Ao analisar o recurso, Alcolumbre afirmou que, mesmo levando em conta os números apresentados pelos governistas, não haveria maioria suficiente para barrar a medida. Ele concluiu que não há elementos que justifiquem intervenção da Presidência do Congresso na deliberação realizada em 26 de fevereiro de 2026.

Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As investigações seguem em andamento.

Fonte: Repórter PB

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