14/01/2026 às 19:28
Senador, Efraim Filho ‧ Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A disputa pelo controle da federação União Brasil–Progressistas na Paraíba expõe, de forma precoce, a fragilidade de um arranjo que deveria fortalecer a oposição, mas hoje opera como foco de instabilidade. As declarações divergentes entre Efraim Filho e Damião Feliciano revelam a ausência de consenso e a disputa aberta por protagonismo.
Ao rejeitar a possibilidade de o comando estadual ficar com o grupo do vice-governador Lucas Ribeiro, Efraim tenta preservar sua posição como principal nome da direita no estado, apoiando-se no alinhamento nacional da federação contra o PT. O argumento é lógico, mas esbarra na prática política local, historicamente marcada por exceções e acomodações.
A sinalização de uma possível migração para o PL, com apoio público de Valdemar da Costa Neto, amplia a pressão e evidencia a fragilidade institucional da federação. Quando um pré-candidato majoritário admite buscar abrigo fora da própria estrutura, o problema deixa de ser individual e passa a ser estrutural.
Do lado governista, a aposta em exceções estaduais e em cenários futuros mantém o impasse e adia decisões. O resultado é uma federação que, em vez de unir forças, antecipa conflitos e enfraquece o debate político.
Se não houver definição clara, a consequência será uma eleição marcada por fragmentação, alianças tardias e pouca previsibilidade. A federação enfrenta agora um teste decisivo: tornar-se instrumento de unidade ou confirmar-se como mais um projeto incapaz de sobreviver às ambições internas.
Por Pereira Júnior

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