21/01/2026 às 12:30
Hugo Motta e Lucas Braga ‧ Foto: divulgação
Uma publicação nas redes sociais, feita pela assessoria do prefeito do município de Marizópolis, Lucas Braga, agradecendo uma emenda parlamentar no valor de R$ 1 milhão para custeio da saúde, destinada pelo deputado federal Hugo Motta (Republicanos), despertou a curiosidade — e a desconfiança — da oposição local.
A divulgação do recurso não passou despercebida nos bastidores políticos da chamada Terra dos 24 Fundadores, onde surgiram questionamentos que vêm alimentando reflexões profundas sobre o atual tabuleiro político do município.
De acordo com fontes locais, após a publicação da emenda, indagações diretas começaram a circular nos bastidores: “Quem será a próxima vítima de traição política de Lucas Braga nesta eleição?”
Segundo um interlocutor ouvido, o prefeito carrega um histórico considerado extenso de rompimentos políticos em Marizópolis. O primeiro citado é o ex-prefeito Zé de Pedrinho, apontado como a maior liderança política da cidade à época da eleição de 2020, responsável por oferecer total estrutura e apoio para que Lucas chegasse ao comando do Executivo. Pouco tempo após a vitória, Zé de Pedrinho teria sido politicamente isolado.
Na sequência, o relato aponta o afastamento do vereador Carlo José, figura considerada central na defesa do nome de Lucas Braga como sucessor de Zé de Pedrinho. Também ele, segundo a fonte, acabou sendo deixado de lado no processo político.
O episódio mais recente citado envolve o vice-prefeito Jeferson e seu pai, o ex-prefeito Zé Vieira, ambos apontados como lideranças decisivas na construção do palanque da reeleição. Nos bastidores, há quem afirme que, sem o grupo de Zé Vieira, a recondução de Lucas ao cargo teria sido seriamente comprometida.
Diante desse histórico, a divulgação da emenda enviada por Hugo Motta passou a ser interpretada como um possível estopim para um novo realinhamento político em Marizópolis.
A mesma fonte levanta ainda dúvidas sobre o posicionamento de Lucas Braga nas eleições de 2026 para o Senado. Hoje, nomes como o do governador João Azevêdo e do senador Veneziano Vital do Rêgo aparecem como referências. No entanto, surge um terceiro nome no radar: Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta e pré-candidato ao Senado.
Considerando que o eleitor só poderá votar em dois senadores, a pergunta que ecoa nos bastidores é direta: quem ficaria de fora do apoio político de Lucas Braga? João Azevêdo ou Veneziano? Com a entrada de Nabor no jogo, o cenário se torna ainda mais sensível.
A mesma lógica é aplicada à disputa proporcional. Lucas Braga tem divulgado publicamente apoio ao deputado federal Wellington Roberto, mas, ao mesmo tempo, recebe recursos de outro parlamentar federal, Hugo Motta. Nos bastidores, a pergunta é inevitável: quem será deixado pelo caminho?
A fonte resume o cenário com uma citação bíblica frequentemente repetida nos corredores da política local: “Não podeis agradar a dois senhores; a um amareis e ao outro odiareis.”
Embora nenhuma dessas especulações tenha sido confirmada oficialmente, o debate cresce nos bastidores de Marizópolis, sustentado pelo argumento de que a história política recente do município já registra episódios semelhantes.

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