
08/07/2026 às 14:30
A caderneta de poupança encerrou o primeiro semestre de 2026 com um saldo negativo superior a R$ 39,3 bilhões, impulsionado pelo forte volume de saques que superou as novas aplicações. O relatório oficial do Banco Central, divulgado nesta quarta-feira (8), aponta que apenas no mês de junho a retirada líquida foi de R$ 237,5 milhões.
O desempenho nos primeiros seis meses do ano foi marcado por oscilações drásticas, tendo os meses de janeiro e março como os principais vilões do balanço, registrando perdas líquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões, respectivamente.
O único respiro do período ocorreu em maio, mês que interrompeu temporariamente a tendência de queda ao registrar uma entrada líquida positiva de R$ 2,6 bilhões.
Apesar das consecutivas retiradas, o estoque total da poupança mantém estabilidade quando comparado ao mesmo período do ano passado.
O saldo atual está fixado em R$ 1,020 trilhão — patamar quase idêntico ao registrado em junho de 2025, que era de R$ 1,019 trilhão. No entanto, o montante atual reflete um recuo de mais de R$ 8 bilhões em relação ao pico alcançado em maio deste ano, quando o otimismo dos depósitos havia elevado o volume total para R$ 1,028 trilhão.
Fonte: Repórter PB
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