O Ministério do Desenvolvimento Regional publicou um vídeo explicativo em suas redes sociais para esclarecer o uso de contêineres e estruturas provisórias nas obras do Ramal do Apodi, que integra a transposição do Rio São Francisco no Rio Grande do Norte.

A manifestação da pasta ocorre após denúncias veiculadas pelo comunicador Nilvan Ferreira, que viralizaram na internet ao apontar supostos "rompimentos" e o uso improvisado de caixas metálicas como dutos de água.

De acordo com a explicação técnica do ministério, os elementos questionados fazem parte dos protocolos habituais de engenharia para a fase de testes e calibração de vazão do canal.

As aberturas laterais e os vertedouros servem para controlar o fluxo hídrico temporariamente e, assim que o período de monitoramento for concluído, os contêineres e passarelas provisórias serão retirados para dar lugar às estruturas definitivas de concreto.

A polêmica ganhou força após a inauguração do trecho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Imagens de drone feitas após o evento oficial geraram debates sobre as condições da entrega e a ausência de fluxo contínuo de água.

O governo federal reforçou que o empreendimento segue o cronograma técnico para garantir a segurança hídrica definitiva do semiárido nordestino, projeto que está em execução desde 2007.