
03/09/2026 às 09:40
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se, nesta quarta-feira (2), pelo arquivamento do depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro alega ter sofrido intimidações durante as tratativas para fechar um acordo de delação premiada.
A declaração do investigado, que segue preso, havia sido prestada na semana anterior a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).
No parecer remetido à Corte, a PGR argumentou a ausência de provas que comprovem as supostas pressões. Vorcaro tenta reabrir as negociações para a colaboração premiada, pleito que já foi negado em duas ocasiões pela Polícia Federal e pela própria PGR. Os órgãos de investigação apontam que o ex-banqueiro não trouxe fatos novos em relação ao acervo já apreendido e evitou admitir a prática de ilícitos.
Paralelamente, a PGR defendeu a anulação do relatório policial que identificou diálogos entre o investigado e o ministro Alexandre de Moraes.
Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet sustentou que a determinação do ministro André Mendonça para aprofundar as apurações sobre essas conversas sem prévia autorização do Pleno violou as prerrogativas da Corte. A controvérsia sobre a validade do relatório aguarda inclusão na pauta de julgamento do plenário do STF.
Fonte: Repórter PB
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