02/09/2026 às 21:58
Caso Banco Master ‧ Foto: Divulgação
O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, acrescentou um novo elemento à crise envolvendo o Banco Master. Segundo o relato, Vorcaro afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seria citado em uma eventual delação e atribuiu a ele a falta de avanço do acordo. As declarações foram registradas em vídeo e ata, mas, durante a oitiva, o banqueiro não apresentou provas das acusações.
Vorcaro também relatou supostas intimidações, tortura psicológica e tratamento desumano durante transferências entre presídios. Em resposta, Andrei Rodrigues negou as acusações e, segundo interlocutores, afirmou que Vorcaro teria escolhido permanecer preso na sede da Polícia Federal. O diretor-geral também questionou por que o banqueiro não teria negociado diretamente sua delação com a Procuradoria-Geral da República.
O episódio coloca sob pressão instituições centrais da República e pode ampliar a crise caso as acusações sejam formalmente apresentadas e acompanhadas de elementos de prova. Por enquanto, porém, trata-se de versões conflitantes: as declarações de Vorcaro não foram acompanhadas, naquele momento, de comprovação apresentada ao juízo.
O principal desafio agora será separar acusações, versões e fatos comprováveis. Qualquer eventual investigação deverá esclarecer se houve interferência no processo de delação, benefícios indevidos ou outras condutas, sem transformar alegações ainda não comprovadas em conclusões antecipadas.

Para ler no celular, basta apontar a câmera





