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Continua hoje depoimento de engenheiro no julgamento da Meta

Rádio Agência

19/08/2026 às 13:01

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A empresa Meta, dona do Whatsapp, Facebook e Instagram, está sendo julgada, acusada por um grupo de estados norte-americanos de viciar usuários jovens, alimentar a ansiedade, depressão e até suicídio, além de enganar sobre a segurança das plataformas. O julgamento acontece na Califórnia e está previsto para durar seis semanas. Um ex-diretor de engenharia presta depoimento nesta terça e quarta-feira (19), no julgamento que pode mudar o Instagram e o Facebook.

De acordo com a agência Reuters, Arturo Bejar disse que a empresa ignorou pesquisas sobre danos que as plataformas poderiam causar a crianças e adolescentes. Ele trabalhou na empresa de 2009 a 2015, depois, como consultor independente, entre 2019 e 2021, e é a primeira testemunha neste julgamento, liderado por quatro estados norte-americanos que acusam a Meta de projetar as plataformas para viciar jovens, enganar o público e coletar dados ilegalmente.

Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey querem que a Meta reformule o Facebook e o Instagram, eliminando curtidas; rolagem infinita; definindo limites de tempo e restringindo crianças menores de 13 anos. Ao todo, 29 estados, governados tanto por democratas quanto por republicanos, alegam que a Meta violou a lei federal ao coletar e usar indevidamente dados pessoais das crianças.

Segundo a própria Meta, as penalidades poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão. Isso é perto do valor de mercado da empresa. Já os procuradores disseram que o valor poderia ser próximo de US$ 200 bilhões, cerca de três anos de lucro líquido.

Nos EUA, a Meta e outras empresas, incluindo o Snapchat; a ByteDance, que controla o TikTok; e a Alphabet, que controla Google e o YouTube, enfrentam processos de que seus produtos prejudicariam jovens usuários.

No posicionamento mais recente, divulgado na semana passada, a Meta declarou que as alegações são "infundadas" e as exigências financeiras são "desproporcionais". Que os procuradores-gerais não teriam apresentado nenhuma prova de que alguém tenha sido enganado, e que tentam penalizar a empresa por desafios comuns a todo o setor. A Meta alega que continua trabalhando para proteção dos adolescentes.

Ainda de acordo com a Reuters, o julgamento contra a Meta está previsto para durar seis semanas.

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