Denúncias

Pastor é preso acusado de usar imposição de mãos em oração para abusar de mulheres

A delegada Cristiana Angelini revelou que a primeira denúncia contra o pastor foi feita em 2018, e desde então, quatro mulheres já registraram boletim de ocorrência (B.O.) contra o líder religioso.

Um pastor que vinha sendo investigado por abusar de mulheres que frequentam os cultos na igreja que ele dirige foi preso na última terça-feira, 08 de junho, momentos antes de iniciar a pregação.


A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu o pastor da Igreja Pentecostal Portas Abertas, localizada no Bairro Floresta, zona leste de Belo Horizonte na noite da terça.

Na última quarta-feira, 09 de junho, a delegada e as investigadoras responsáveis pelo caso concederam uma entrevista coletiva à imprensa para detalhar o caso.

A delegada Cristiana Angelini revelou que a primeira denúncia contra o pastor foi feita em 2018, e desde então, quatro mulheres já registraram boletim de ocorrência (B.O.) contra o líder religioso. Agora, as investigações tentam apurar outras três denúncias anônimas.

Em todas as denúncias, as mulheres alegam que o pastor as levavam para uma sala dentro da igreja e, ao orar por elas, se aproveitava da imposição de mãos em um ambiente de privacidade para praticar os abusos.

“Ele usava da fé das mulheres que, muitas vezes, estavam em momento de fragilidade. Esse pastor levava algumas delas para uma sala, rezava tocando nelas e falando que elas tinham algum demônio ou ‘pomba gira’, fazendo acreditar que elas deveriam fazer os procedimentos”, resumiu a delegada Angelini.

De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, a prisão foi feita por violação sexual mediante fraude. Após a prisão, as páginas do pastor nas redes sociais foram retiradas do ar. Somente no Instagram, ele já acumulava quase 500 mil seguidores e havia postado foto ao lado do atacante Neymar.

O líder evangélico, que nas redes sociais se identificava apenas como pastor Alexandre, foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional em Contagem (MG). Se for condenado, ele pode cumprir pena de 2 a 6 anos de prisão.

Com Gospel Mais

Repórter PB

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