Em entrevista concedida nesta segunda-feira (12), o secretário de Educação da Paraíba e deputado licenciado, Wilson Filho (Republicanos), delineou os contornos de uma possível configuração política para 2026 e lançou luz sobre os bastidores das movimentações partidárias. Com tom assertivo, o parlamentar deixou claro que o Republicanos não pretende apenas compor, mas sim liderar o processo eleitoral estadual que se aproxima.

Para Wilson, o governador João Azevêdo (PSB) segue sendo a principal figura política do estado, porém, reforçou que qualquer projeto majoritário passará, inevitavelmente, pela chancela do Republicanos. “A maior liderança individual da Paraíba é João Azevêdo. Isso é inegável. Mas a engrenagem da eleição só gira com o Republicanos integrado no centro da decisão”, disse.

A leitura é estratégica: com lideres como Adriano Galdino, atual presidente da Assembleia Legislativa, e Hugo Motta, presidente nacional do partido e nome cada vez mais lembrado para disputar o Palácio da Redenção, o Republicanos caminha com margem de autonomia, mas também com capacidade de articulação.

Wilson apontou ainda que nomes como Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (PP) devem integrar o debate, mas reforçou que o Republicanos já dispõe de um nome pronto para encabeçar a disputa. “Se Hugo Motta aceitar o desafio, terá o apoio de todos esses nomes. Ele já representa a Paraíba em uma das cadeiras mais importantes da República e seu capital político é inegável”, afirmou.

A fala de Wilson também escancara que o futuro político de João Azevêdo — que ainda avalia uma possível candidatura ao Senado — será determinante para a formação da chapa governista. Caso o governador opte por disputar uma vaga no Senado Federal, o cenário se abriria para uma nova liderança estadual, e é justamente nesse vácuo que o Republicanos quer entrar com força total.

A costura, portanto, está em curso. Se de um lado há reverência à liderança do atual governador, de outro há um claro reposicionamento do Republicanos como força central no tabuleiro da sucessão. Não mais apenas um aliado, mas um possível condutor do projeto.