
24/02/2026 às 11:00
A Classificação de Risco é a primeira etapa do atendimento no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, unidade do Governo da Paraíba em João Pessoa. O serviço avalia cada paciente que chega à unidade e define a urgência do caso, garantindo que quem mais precisa seja atendido primeiro. Com média de 300 atendimentos diários, esse número que aumenta no fim de semana e feriados. A avaliação inicial é essencial para organizar o fluxo e, principalmente, salvar vidas.
A triagem feita por profissionais de enfermagem vai além de medir sinais vitais. É nesse momento que riscos ocultos são identificados, evitando complicações graves. “Às vezes o paciente chega com uma queda simples, mas a causa real pode ser um pico hipertensivo ou uma hipoglicemia que ele desconhecia. Só a avaliação inicial consegue identificar isso e evitar complicações maiores”, explicou a coordenadora do setor, Lena Maria dos Santos.
Foi o que aconteceu com a paciente Maria da Conceição Fernandes, 62 anos. Ela chegou ao Hospital de Trauma após uma queda em casa. “Achei que tinha apenas machucado o braço, vim para fazer um raio-x”, contou. Na Classificação de Risco, a equipe identificou que a pressão arterial estava em 180/110 mmHg, um quadro hipertensivo grave que havia provocado a queda. “Se não fosse a avaliação logo na entrada, eu teria voltado para casa sem saber do problema sério que estava acontecendo”, reconheceu Maria, que recebeu atendimento imediato e teve a pressão controlada.
Seguindo protocolos internacionais, a equipe utiliza um sistema de cores para definir prioridades. Casos graves são atendidos imediatamente, sem comprometer o cuidado com os demais pacientes.
Na sala de classificação, o profissional de enfermagem verifica sinais vitais, nível de dor, histórico de doenças, queixas principais e possíveis riscos como alterações glicêmicas e hipertensivas. A partir dessa avaliação completa, o paciente recebe uma classificação que orienta toda a equipe sobre a urgência do atendimento.
Além da competência técnica, o Hospital de Trauma prioriza o acolhimento humanizado. “Nosso compromisso é tratar cada pessoa com respeito, paciência e sensibilidade. O paciente é a pessoa mais importante do nosso serviço. Aqui, acolhemos a todos”, reforçou o diretor-geral do Hospital de Trauma, Laecio Bragante.
A equipe também oferece suporte aos acompanhantes, com orientações claras e, quando necessário, encaminhamento ao serviço de Psicologia do hospital. “Muitas pessoas já chegam tensas. Trabalhamos para diminuir essa angústia com boa comunicação, atenção e escuta ativa. Se alguém precisa estar aqui, será atendido com dignidade e zelo”, destacou Lena Maria.
A Classificação de Risco é a porta de entrada qualificada que garante segurança e cuidado integral para a população paraibana, fazendo a diferença entre identificar um problema a tempo e deixar que ele se agrave. Quando o cuidado de urgência é necessário, o serviço garante que cada pessoa receba exatamente o atendimento que precisa, no momento certo.
Fonte: Repórter PB
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