
04/02/2026 às 16:20
O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), participou, nesta quarta-feira (4), em João Pessoa, da primeira rodada de capacitações sobre a substituição da insulina NPH por uma versão mais moderna e de ação prolongada, além do treinamento para uso de canetas reutilizáveis. O encontro, realizado na sede do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde e marca o início de um projeto-piloto nacional do Ministério da Saúde.
A iniciativa busca garantir continuidade no tratamento de pessoas com diabetes diante da restrição global na produção de insulinas humanas e introduz uma tecnologia que oferece mais estabilidade no controle glicêmico e praticidade na aplicação. Nesta fase inicial, a migração será direcionada a grupos prioritários, como crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos acima de 80 anos, com acompanhamento das equipes municipais.
A gerente executiva de Assistência Farmacêutica da SES-PB, Wênia Brito, destacou que a Paraíba assume papel estratégico no êxito da transição das moléculas em parceria com os 223 municípios. “Estamos iniciando uma transição que será observada em todo o país. Não é apenas uma mudança de medicamento, é uma migração que exige preparo das equipes e orientação segura aos usuários. O Estado se coloca à disposição dos municípios para garantir que esse processo aconteça de forma organizada e com o máximo de êxito”, afirmou.
A capacitação envolve médicos, farmacêuticos e enfermeiros e inclui orientações práticas sobre armazenamento, troca de refil e uso correto das canetas aplicadoras, fortalecendo a atuação integrada da Atenção Primária e a segurança do paciente.
De acordo com a coordenadora-geral substituta do Componente Básico da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Eidy Farias, o projeto é fruto de construção técnica coletiva. “Essa migração já é uma realidade. Foram mais de 90 dias de discussões e estudos para viabilizar essa estratégia. Fizemos questão de que o Nordeste estivesse incluído no piloto, porque o teste precisa refletir a realidade do Brasil. Ver esse auditório cheio mostra o compromisso das equipes com a qualificação do cuidado”, declarou.
O projeto-piloto abrange Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, sendo monitorado por indicadores clínicos e farmacovigilância, com previsão de expansão nacional a partir de 2026. A iniciativa conta com governança conjunta entre Ministério da Saúde, Conass, Conasems, Conselho Nacional de Saúde e Sociedade Brasileira de Diabetes, além de parcerias de desenvolvimento produtivo que asseguram autonomia tecnológica e estabilidade de suprimento.
Participante da capacitação, a médica generalista Renata Lacerda, do município de Capim, avaliou que a atualização terá impacto direto no atendimento. “É uma capacitação de grande importância para os pacientes. A nova tecnologia facilita a aplicação e fortalece o SUS. Isso representa um avanço concreto para a saúde das pessoas com diabetes na nossa comunidade”, pontuou.
A migração integra uma estratégia nacional de aquisição e distribuição organizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, sustentada por acordos de desenvolvimento produtivo que garantem estabilidade de fornecimento e continuidade do tratamento na rede pública.
Fonte: Repórter PB
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