Sousa/PB -
ideb 2026

Jefferson Vieira contesta propaganda da gestão e cobra explicações sobre educação de Marizópolis; Assista

Ao abordar o IDEB, Jefferson afirmou que considera inadequada a comparação feita pela gestão entre o resultado atual e índices de anos anteriores

Da Redação Repórter PB

12/08/2026 às 17:40

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Imagem Jefferson Vieira - Vice- Prefeito

Jefferson Vieira - Vice- Prefeito ‧ Foto: Divulgação

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O vice-prefeito de Marizópolis, Jefferson Vieira, utilizou as redes sociais para questionar os resultados do IDEB 2025 e a forma como a gestão municipal apresenta os indicadores da educação. Na manifestação, ele também fez críticas à entrega de materiais escolares, às condições de trabalho dos profissionais da rede e ao uso das mídias institucionais para divulgação das ações do governo.

Ao abordar o IDEB, Jefferson afirmou que considera inadequada a comparação feita pela gestão entre o resultado atual e índices de anos anteriores. Na avaliação dele, mudanças na metodologia, nos critérios de avaliação e nos recursos destinados à educação podem interferir nesse tipo de comparação.

“Após serem divulgados os resultados, a gestão se apressou em comparar o IDEB atual com o de anos anteriores. Porém, de um ano para o outro, muita coisa muda. Podem mudar os critérios de avaliação, a metodologia e, principalmente, o volume de recursos destinados à educação. Por isso, entendo que o correto é comparar Marizópolis com municípios semelhantes e dentro do mesmo período”, afirmou.

Vice-prefeito cita posição de Marizópolis no IDEB

Na publicação, Jefferson apresentou números para sustentar as críticas. Segundo os dados citados por ele, entre nove municípios que considera integrantes da região da Grande Sousa, Marizópolis teria ficado na quinta colocação no IDEB dos anos finais do ensino fundamental e na 83ª posição entre os 223 municípios paraibanos.

Em relação aos anos iniciais, o vice-prefeito afirmou que o município aparece em penúltimo lugar entre as nove cidades usadas na comparação e na 141ª posição no Estado.

“Quando fazemos a comparação com as demais cidades, temos uma noção de como está a educação de Marizópolis. Entre as nove cidades da Grande Sousa, nos anos finais, Marizópolis fica em quinto lugar. Já nos anos iniciais, fica em penúltimo lugar. No Estado, aparece na posição 141”, declarou.

Os números apresentados fazem parte da argumentação do vice-prefeito. No material encaminhado ao REPORTERPB, não foram apresentados os dados oficiais completos do INEP/MEC utilizados por Jefferson para estabelecer esse recorte regional e as posições citadas.

Para Jefferson, a comparação regional deve ser considerada porque os estudantes de Marizópolis disputarão futuramente oportunidades acadêmicas e profissionais com jovens de outros municípios.

“Nossos alunos, quando forem para o mercado de trabalho, não vão concorrer com as notas do passado. Eles disputarão empregos e oportunidades com alunos dos municípios vizinhos”, disse.

Aprovação de alunos e alegações sobre avaliação

Outro ponto levantado pelo vice-prefeito foi a taxa de aprovação da rede municipal. Jefferson afirmou que o resultado teria sido alcançado mantendo uma taxa de aprovação de 100% e alegou existir uma orientação para evitar reprovações.

O vice-prefeito também mencionou “denúncias de fraude” relacionadas à prova utilizada na composição do IDEB. Entretanto, no conteúdo fornecido ao REPORTERPB, não foram apresentados documentos, procedimentos investigativos ou decisões de órgãos de controle que comprovem eventual fraude. Por isso, a afirmação deve ser tratada como uma alegação feita pelo agente político, e não como fato comprovado.

Materiais, fardamento e profissionais também são alvo de cobrança

Jefferson ampliou as críticas para outros pontos da política educacional do município. Segundo ele, professores contratados continuariam recebendo remuneração inferior à dos efetivos, escolas enfrentariam carência de cuidadores e haveria problemas relacionados à entrega de materiais e ao tamanho dos uniformes destinados aos estudantes.

“Chegaram até nós informações de que os professores contratados continuam recebendo menos que os efetivos, de que não houve a entrega de material, de que as escolas carecem de cuidadores e de que ainda não conseguiram corrigir todas as fardas que vieram em tamanhos inadequados para os alunos”, afirmou.

O vice-prefeito também citou a discussão envolvendo o pagamento de precatórios destinados aos professores, afirmando que o município estaria tentando evitar o pagamento. A manifestação apresentada, contudo, não detalha o processo judicial ou administrativo relacionado aos valores mencionados.

Entrega de mochilas também é questionada

Na parte final da manifestação, Jefferson Vieira criticou o período escolhido pela Prefeitura para entregar mochilas aos estudantes. Segundo ele, a distribuição ocorreu já na etapa final do ano letivo e próxima ao período eleitoral.

“Faltando poucos meses para o fim do ano letivo, às vésperas de um período eleitoral e com divulgação pessoal do gestor no Instagram da Prefeitura, agora vieram entregar as mochilas dos estudantes, talvez já para servirem para o ano que vem”, declarou.

O vice-prefeito também questionou o que classificou como promoção pessoal do prefeito Lucas Braga nas publicações relacionadas às ações da administração municipal.

As declarações representam o posicionamento de Jefferson Vieira. Para garantir o contraditório, as críticas relacionadas ao IDEB, materiais escolares, fardamento, cuidadores, remuneração dos professores, precatórios e eventual irregularidade na avaliação educacional devem ser confrontadas com a manifestação da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação de Marizópolis.

Fonte: Repórter PB

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