
19/08/2026 às 17:39
O vereador Carrinho Soldado, de Marizópolis, afirmou ter sido o responsável pela denúncia que deu origem à apuração sobre supostas irregularidades envolvendo matrículas e a aplicação do SAEB 2025 na rede municipal de ensino. O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria de Justiça de Sousa, tendo o prefeito e o secretário municipal de Educação na condição de investigados.
Segundo Carrinho, a representação foi acompanhada de documentos e encaminhada tanto ao Ministério Público Estadual quanto ao Federal. A definição sobre a competência para conduzir o caso chegou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que reconheceu a atribuição do MPPB para apurar os fatos.
“Essa denúncia fui eu que fiz. Fiz tudo documentado, com informações de pessoas que passaram a documentação para mim”, declarou o vereador ao comentar a abertura da investigação.
O inquérito busca esclarecer a denúncia de que estudantes considerados de baixo rendimento teriam sido retirados de turmas regulares e transferidos para outras unidades ou para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), sem conhecimento dos alunos ou responsáveis. A suspeita apontada na representação é de que as mudanças poderiam interferir nos dados considerados pelo INEP na avaliação dos indicadores educacionais do município.
Carrinho também levantou questionamentos sobre as condições de aplicação das avaliações e afirmou que pretende acompanhar o andamento da apuração.
“É grave essa denúncia. Tenho certeza de que o Ministério Público irá fazer o verdadeiro papel. É bom que fiscalize e vamos aguardar o resultado final”, afirmou.
Como parte das diligências, o Ministério Público requisitou à Secretaria de Educação a relação dos estudantes que deveriam realizar o SAEB 2025 e o histórico de transferências, reclassificações e migrações para a EJA ocorridas nos 90 dias anteriores à avaliação. O INEP também será consultado sobre eventual conhecimento de denúncias ou inconformidades na aplicação do exame em Marizópolis.
O inquérito está em fase de apuração. As suspeitas descritas na representação ainda precisam ser comprovadas e não significam, neste momento, que tenha sido constatada fraude ou responsabilidade dos investigados.
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Fonte: Repórter PB
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