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Cultura

Adolescentes do socioeducativo vivenciam breaking e grafite durante o Caminhos Literários

O direito à cultura é um dos pilares da socioeducação

Por Redação do Reporterpb

06/07/2026 às 18:34

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Imagem Break e Grafitti fez parte das oficinas

Break e Grafitti fez parte das oficinas ‧ Foto: TJPB

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O direito à cultura é um dos pilares da socioeducação. Com base nisso, adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas na Paraíba participaram, na última sexta-feira (3) e nesta segunda-feira (6), de atividades artísticas voltadas a duas das cinco linguagens da cultura hip hop: o breaking (dança) e o grafitti (arte visual).

As oficinas aconteceram dentro da programação do ‘Caminhos Literários no Socioeducativo: pelo direito à cultura’, iniciativa realizada em todo o país pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), através do Programa Fazendo Justiça. Em sua quinta edição, o evento adotou o hip hop como ferramenta de integração, expressão e protagonismo juvenil.

A oficina de breaking - dança oficial da cultura do Hip hop, que ocorre em sintonia com as batidas criadas pelos DJs - foi realizada no Casarão Criativo, em João Pessoa, com adolescentes atendidos pelo Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE).

Na ocasião, os participantes vivenciaram diferentes linguagens do hip hop em uma roda de conversa, conheceram as trajetórias dos artistas convidados e aprenderam movimentos de breaking e house dance. A oficina foi conduzida por Vant Vaz, um dos fundadores do Coletivo Tribo Éthnos, e pelo produtor cultural Gerson Abrantes.

Já o grafitti (grafite) foi a linguagem artística experimentada por adolescentes atendidas pelo Centro de Atendimento Socioeducativo Rita Gadelha, que usaram da estética para produzir um mural coletivo. A atividade demonstrou como esta arte visual ocupa os espaços urbanos e transforma as ruas e muros da cidade em espaços de denúncias e contestações sociais.

O trabalho ocorreu no Ponto de Cultura Casa das Benvenutty, em Mangabeira IV, e teve como oficineiros Felipe Moraes e Cris Luz.

Programação na Paraíba

O evento está ocorrendo em formato híbrido. Na Paraíba, conta com o apoio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Carcerário e Socioeducativo do TJPB (GMF-PB).

A abertura oficial e nacional ocorreu no dia 2 de julho, com transmissão ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube. A programação virtual conta com painéis, videocasts, bate-papo com MCs e mostras culturais, que ocorrem nesta terça (7) e quarta-feira (8) organizadas pelas unidades socioeducativas.

Na Paraíba, a programação presencial foi iniciada no dia 30 de junho, com visita ao Museu da Cidade. Já no dia 1 de julho, os jovens visitaram a Escola Superior da Magistratura (Esma) e participaram de gravação de videocast, conduzindo uma entrevista sobre hip hop. 

O Caminhos Literários integra a Agenda Justiça Juvenil, estratégia voltada ao fortalecimento das políticas públicas para o sistema socioeducativo, fundamentada em princípios como proteção integral, prioridade absoluta, intersetorialidade e protagonismo juvenil. 

O objetivo do evento é aproximar adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas de atividades de leitura, escrita e linguagens culturais já presentes em seu cotidiano, promovendo ainda o desenvolvimento de habilidades e expressões diversas, bem como o fortalecimento da autoestima.

Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba

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