Evento

Congresso Internacional de Educação STEAM é encerrado com apresentação de pesquisas desenvolvidas nas Escolas SESI da PB

Congresso aconteceu nos dias 23 e 24, e teve como tema central Ciência, Pesquisa e Inovação

Mais de mil pessoas acompanharam a programação online do I Congresso Internacional de Educação STEAM da Paraíba promovido pelo SESI da Paraíba. O evento realizado durante os dias 23 e 24 de novembro, debateu a Ciência, a Pesquisa e a Inovação. E contou com a participação de especialistas da área de Educação do Brasil, Portugal e da Inglaterra.


Na tarde desta quarta-feira, foi realizado um painel sobre “Inovação e Transformação Digital”, apresentado por Luciano Meira, coordenador de Ciência e Inovação da Joy Street, empresa de tecnologias educacionais lúdicas da qual é cofundador no Porto Digital em Recife.

Luciano Meira falou sobre o impacto das transformações digitais ocorridas em todo o mundo, que tem deslocando posições e provocando mudanças no mercado de trabalho. “Em algumas áreas de atuação no mundo do trabalho, as grandes empresas como Google, Aple e IBM, e até as brasileiras como o NUBANK, IFOOD e Magazine Luiza não estão mais exigindo diploma universitário, para algumas funções. Isso é uma mudança muito grande, fundamental, porque começa a existir um foco agora no desenvolvimento de competências aliás como prevê nossa BNCC, e, com isso as certificações mais clássicas e tradicionais começam a ser menos exigidas, porque os empregadores, o próprio mundo do trabalho começa a valorizar de forma mais acentuada as competências e habilidades que resolvem os problemas, e essa mudança começa a acontecer em mundos onde a transformação digital é mais intensa”, pontuou.

Luciano ressaltou que a transformação digital tem um impacto direto na Educação. “A transformação digital não consiste na digitalização de processos, é mais do que isso, ela é um conjunto de novas práticas culturais, formas de relacionamento, e novos modelos de negócios que são habilitados por plataformas digitais. Nas escolas muita coisa boa tem sido realizada, inclusive nas da rede SESI, mas ainda é preciso que no âmbito da educação, se tenha a compreensão de que a certificação não deve ser a única missão da escola, e muito menos a entrega de conteúdo. A gente precisa reformular essa conduta, esses comportamentos e a cultura escolar, para que uma transformação digital seja realizada, porque arranjos sociais baseados apenas em entregar conteúdos, usando disciplinas com fim de certificação é um passado que precisamos deixar para trás”, afirmou Luciano.

Na sequência, o gerente de Executivo de Educação do Departamento Nacional do SESI, Wisley Pereira falou sobre a referência do Novo Ensino Médio na Rede SESI que foi pioneira na implantação do modelo, no ano de 2018.

“A Rede SESI possui uma experiência pedagógica na implementação dos Itinerários Formativos, começamos em 2018, em cinco estados brasileiros, Goiás, Ceará, Bahia, Alagoas, Espirito Santo, em 7 escolas, com 5 turmas e 226 estudantes. Hoje estamos com a oferta em 24 unidades federativas, e a partir de 2022 todos os departamentos regionais do SESI estarão oferecendo  o novo ensino médio”, disse.

O modelo possui uma estrutura diferenciada que compreende desde a organização curricular integrada, os modelos de gestão que podem ser integrada, compartilhada, articulada e articulada mediada por tecnologia, e possui salas de aula com layout que favorece o protagonismo dos estudantes, no processo de aprendizagem, além de estruturas como as salas de Robótica e Maker.

“A nossa jornada para o Novo Ensino Médio tá numa centralidade de promover uma base sólida para os estudantes explorarem as suas escolhas e projetos de vida, desde a organização dos espaços de aprendizagem, do currículo, da avaliação, do material didático, mas sobretudo valorizando a formação dos nossos docentes para a garantia da aprendizagem dos nossos estudantes”, explicou Wisley.

E encerrando o evento os professores da Escola SESI, Petrônio Gama e Aline Alves, da cidade de Bayeux, Ane Mabely, de Patos e Samara Ribeiro, de Sousa apresentaram as pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Iniciação Científica da instituição.

O 1º Laboratório de Iniciação Científica – LIC, do SESI PB, foi criado em 2019, durante a 2ª edição da Mostra de Iniciação Científica da instituição.

No LIC, os alunos são provocados a desenvolver uma consciência diferenciada em relação à ciência, como algo inclusivo, sustentável e criativo. O objetivo é que eles busquem soluções criativas e inovadoras para os desafios da sociedade.

Com a estruturação do Laboratório em todas as Escolas, o SESI Paraíba busca desenvolver competências nos alunos para que eles possam despertar o interesse pela iniciação científica, através da criação de projetos científicos e de engenharia, que possam ser apresentados em eventos, de uma forma que colabore para a prática acadêmica e profissional desses alunos no futuro.

Para acompanhar como foi a programação completa do I Congresso de Educação STEAM da Paraíba acesse o link: https://www.youtube.com/channel/UCUsdTfPXbjlZSGzhuHfnD6Q

Repórter PB

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