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SENAI investe R$ 67 milhões em ações que vão da recuperação de respiradores à produção de EPIs

Entre as principais ações está o aporte de R$ 15 milhões em 25 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A pandemia do novo coronavírus atingiu as estruturas de saúde do Brasil e deixou a população vulnerável ao contágio da covid-19. Em meio a essa situação delicada, empresas, instituições e sociedade civil se mobilizaram para ajudar a minimizar os efeitos da atual crise.

Essa causa também foi abraçada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que uniu esforços e protagoniza iniciativas solidárias para ajudar a população a superar este momento delicado.

“Estamos nacionalizando testes e aumentando a oferta de respiradores mecânicos. Também estamos financiando um projeto de manutenção de respiradores, além de fazermos uma série de projetos para desenvolvimento de equipamentos de proteção individual. Então, são 34 projetos que estão distribuídos nessas quatro frentes de combate à covid-19”, pontua o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Marcelo Prim.

Até o momento, a instituição investiu R$ 67,4 milhões em ações destinadas ao enfrentamento ao novo coronavírus. As iniciativas vão da recuperação de centenas de respiradores mecânicos à produção e doação de insumos essenciais aos profissionais de saúde, como máscaras faciais, álcool 70%, jalecos e luvas.

Entre as principais ações está o aporte, via Edital de Inovação para a Indústria, de R$ 15 milhões em 25 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). A ideia é que, em curto prazo, sejam colocados no mercado produtos e soluções que ajudem e prevenir e diagnosticar a covid-19. Um exemplo é a criação de testes rápidos de detecção da doença.

“O próprio SENAI está ampliando sua capacidade laboratorial para ofertar exames de diagnósticos PCR, que são mais precisos, principalmente nos primeiros dias de contágio da covid-19. Estamos aumentando a capacidade da Rede SENAI de Inovação de 1.200 para até 12 mil testes por dia. O nosso plano é que, a partir de agosto, esses 12 mil testes já estejam operacionais”, projeta Prim.

 

Outra ação em andamento em todo o país é a de manutenção de respiradores mecânicos, em parceria com 20 empresas, institutos de pesquisa e órgãos do governo federal. Até o momento, 2.647 equipamentos já foram recebidos pela rede, que deve consertar esses aparelhos e devolvê-los, sem custo, às unidades de saúde as quais pertencem. Desse total, 666 já foram entregues, 1.173 estão em manutenção e 263 estão em fase de calibração.

Além de fazer o reparo, o SENAI também apoia a produção dos aparelhos respiradores com, pelo menos, cinco mil novos equipamentos fabricados no Brasil.

Empresas que aumentaram a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras, também recebem o apoio do SENAI. Neste caso, a instituição atua tanto na fabricação desses itens, quanto no oferecimento de consultoria e suporte às companhias na especificação e fabricação dos produtos. O SENAI ajudou, ainda, na produção, doação e distribuição desses materiais em 23 estados, com apoio de 270 empresas parceiras.

“Estamos desenvolvendo experimentos, como o ‘túnel de desinfecção’, que está sendo implementado de maneira experimental em hospitais, para apoiar, principalmente, médicos e enfermeiros. A ideia é que, com isso, consigamos diminuir a taxa de contaminação desses profissionais”, ressalta Marcelo Prim.

Na área educacional, com o intuito de auxiliar profissionais da indústria que queiram se requalificar, o SENAI ofereceu acesso gratuito a cursos em diversas áreas, alguns deles voltados à Indústria 4.0 e à digitalização de processos produtivos. Nesta ação, a instituição investiu R$ 13,6 milhões. Ao todo, foram realizadas 534.182 matrículas. Para mais informações, acesse portaldaindustria.com.br/senai.

Repórter PB

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