
02/01/2026 às 07:30
O Banco Central (BC) encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) um relatório detalhado sobre um suposto esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master e a Reag DTVM. A investigação aponta que cerca de R$ 11,5 bilhões teriam sido movimentados em operações estruturadas para forjar a solidez da instituição. Segundo o BC, o banco utilizou ativos de baixíssima liquidez, com valores superfaturados, para cumprir exigências de capital e ocultar uma crise de insolvência que levou à sua liquidação.
O modelo da fraude, conforme a denúncia, seguia um fluxo circular: o Banco Master emprestava dinheiro a empresas parceiras que, por sua vez, aplicavam os recursos em fundos administrados pela Reag. Esses fundos adquiriam títulos que valiam apenas uma fração do preço registrado — em um exemplo hipotético, um ativo de R$ 100 era contabilizado por R$ 1.000. Essa manobra permitia que o banco apresentasse um patrimônio fictício, evitando o provisionamento de riscos e garantindo a manutenção de suas operações nos últimos meses de 2025.
As investigações ganham contornos ainda mais graves ao ligarem os fundos da Reag à Operação Carbono Oculto, que apura a lavagem de dinheiro da "máfia dos combustíveis" e possíveis conexões com o crime organizado (PCC). Em nota oficial, a Reag Investimentos negou veementemente qualquer vínculo com facções criminosas, afirmando que não há menção a essas siglas em documentos oficiais da PF ou do MPF, e reiterou que colabora integralmente com as autoridades.
Ao justificar a liquidação do Master ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central foi enfático: a instituição apresentava irregularidades graves e indícios de crimes que comprometiam sua solvência. Para os técnicos do BC, o esgotamento de alternativas de mercado e a situação financeira crítica tornaram a intervenção inevitável para proteger o sistema financeiro nacional.
Fonte: Repórter PB
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