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Abuso psicológico pode ter levado a suicídio de Isabelle, diz polícia

Rádio Agência

23/09/2026 às 19:54

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A Polícia Civil do Ceará apontou, nesta quarta-feira (23), suicídio como a causa da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida no último dia 13, em um condomínio na capital Fortaleza.

De acordo com os investigadores, a jovem se jogou do prédio em que morava com o namorado, João Munhoz Neto. Não foram encontradas marcas de violência física no corpo, nem uso de substâncias toxicológicas.

O laudo da perícia apontou que Isabelle sofreu um politraumatismo, com lesões compatíveis com impacto contra o solo.

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, está preso preventivamente desde terça-feira, enquanto estão sendo realizadas as investigações.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Marcio Gutierrez, o motivo da prisão são possibilidade de violência psicológica contra a jovem, indução ao suicídio e tentativa de obstrução das investigações, com destruição de provas, entre outros fatores.

“Uma possibilidade ali de destruição de provas, de sonegação de provas, juntado isso as informações de abuso psicológico, as informações também de que ele não tinha qualquer intenção de colaborar com os esclarecimentos dos fatos, por isso que a gente representou pela prisão preventiva dele”.

O delegado disse ainda que uma pessoa foi chamada para limpar o apartamento logo após a morte de Isabelle, e que imóvel foi colocado à venda em seguida. E deu mais detalhes sobre o comportamento de João Munhoz Neto depois do fato.

“Ele compareceu ao imóvel para procurar o celular da Isabelle, ele proibiu a entrada da família no condomínio, falou para o administrador do condomínio que não era para permitir a entrada de qualquer familiar, ele desativou o perfil nas redes sociais e ele também não atendeu aos chamados que foram feitos”.

Os investigadores contestaram ainda especulações de que Isabelle estava grávida e explicaram que havia situação de dívida entre ela e João Munhoz, mas que não poderiam ainda dar mais informações a respeito.

A Polícia Civil também analisou imagens das câmeras de segurança do condomínio e mensagens do celular da universitária. E as investigações apontaram que Isabelle passou um grande tempo interagindo com algumas pessoas pelo aparelho antes da morte.

Outro lado

A defesa de João Munhoz foi contactada, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

 

 

 

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