
23/09/2026 às 19:18
O comércio e o setor de serviços brasileiros projetam a abertura de cerca de 130 mil vagas de trabalho para o período de fim de ano de 2026, entre oportunidades temporárias e efetivas. O número representa aproximadamente 12 mil postos a mais que no ano anterior, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise.
A pesquisa mostra que 36% das empresas já contrataram ou pretendem contratar para atender à demanda do período. Entre os empresários consultados, 26% planejam ampliar as equipes, enquanto 57% devem manter o quadro atual e 3% consideram reduzi-lo.
O aumento do movimento nas lojas e empresas aparece como principal justificativa para novas contratações, citado por 59% dos empresários. Entre os que não pretendem contratar, 41% afirmam não esperar um volume de vendas suficiente para ampliar a equipe.
Temporários e perfil das vagas
As contratações com carteira assinada representam 50% das vagas, enquanto 43% serão informais. As oportunidades no modelo PJ correspondem a 24% e as terceirizadas, a 11%. Do total, 39% serão por prazo indeterminado, enquanto metade das empresas prevê contratações temporárias.
Entre as empresas que contratarão temporários, a média é de 1,52 profissional por estabelecimento, com duração média de 2,4 meses. Quase metade delas, 47%, pretende contratar apenas uma pessoa, e a média de efetivação é de um trabalhador por empresa.
Vendedor, com 23% das vagas, aparece como a função mais procurada. Na sequência estão ajudante (22%), entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%). Novembro concentra a maior parcela das contratações, com 24%, seguido por setembro (18%) e outubro (17%).
A idade média prevista para os contratados é de 26 anos, principalmente na faixa de 25 a 34 anos. Em relação ao gênero, 38% das empresas não estabelecem preferência, enquanto 33% buscam mulheres e 28%, homens. Apenas 11% planejam vagas específicas para pessoas com deficiência.
Salário médio recua
A remuneração média projetada é de R$ 1.805, valor R$ 138 inferior ao registrado em 2025. A jornada também caiu, passando de 7,75 para 7,54 horas diárias.
Por outro lado, 71% das empresas oferecem algum tipo de benefício. Entre os mais citados estão vale-transporte (47%), vale-alimentação ou refeição (44%), transporte fornecido pela empresa (28%) e participação nos lucros ou comissões (23%).
O presidente da CNDL, José César da Costa, afirmou que as vagas sazonais também podem funcionar como porta de entrada para o mercado formal.
“A expectativa positiva dos empresários para este período festivo evidencia a resiliência e a força do nosso setor produtivo. Muito além de suprir picos sazonais de vendas, essas vagas temporárias representam uma verdadeira vitrine de talentos, servindo como uma importante porta de entrada para que muitos profissionais conquistem a estabilidade e sejam efetivados em definitivo pelas empresas.”
O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, também destacou o papel do comércio e dos serviços na entrada de novos trabalhadores no mercado.
“O varejo e os serviços se consolidam mais uma vez como os maiores empregadores do país, funcionando como uma verdadeira porta de entrada para quem busca a primeira oportunidade ou deseja ingressar no mercado de trabalho.”
Perfil das empresas
O levantamento ouviu empresas com forte presença no interior: 70% estão fora das capitais, enquanto 30% ficam nas capitais. A região Sudeste concentra 46% dos entrevistados, sendo 26% somente em São Paulo.
Do total, 52% atuam em serviços e 48% no comércio varejista. Em relação ao enquadramento, 51% são MEIs e 31% integram o Simples Nacional. Quatro em cada dez empresas não possuem funcionários, enquanto a média geral é de 2,3 colaboradores. Também 40% registram faturamento mensal entre R$ 6.750 e R$ 30 mil.
Fonte: Repórter PB
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