
15/09/2026 às 12:02
Um grupo criminoso suspeito de comandar um sistema de fraude financeira por meio da criação de empresa e dívidas falsas para negociar com fundos de investimentos foi alvo de uma operação da Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira.

A ação cumpriu três mandados de prisão e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Salvador, além de medidas judiciais de indisponibilidade de bens móveis e imóveis avaliados em até R$ 15 milhões, que poderão ser utilizados para um possível ressarcimento das vítimas.
Os documentos apreendidos serão analisados e periciados para aprofundar como funcionava o esquema e se há outros envolvidos nos crimes financeiros.
Segundo os investigadores do Departamento de Polícia Metropolitana baiano, os suspeitos criavam as duplicatas e as negociavam com fundos de investimentos e estes, por sua vez, pensavam estar adquirindo documentos referentes às dívidas reais.
As duplicatas falsas simulavam dívidas de empresas que, na realidade, não tinham realizado as vendas ou prestado os serviços indicados nos títulos.
Desta forma, os fundos de investimentos não conseguiam reaver os valores.
O esquema de fraude financeira movimentou cerca de R$ 32 milhões.
Foram mais de 1.000 duplicatas falsas identificadas envolvendo mais de 200 empresas criadas pelo grupo criminoso e que apareciam como responsáveis pelo pagamento.
Para manterem em funcionamento a engrenagem do sistema fraudulento e dar aparência de legalidade às negociações, os investigados realizavam pagamento de alguns títulos de dívidas emitidos por eles.
O modus operandi identificado pela Polícia Civil destaca que estes pagamentos garantiam que os títulos fossem renovados e assim novos valores eram adquiridos junto aos fundos de investimentos.
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