
15/09/2026 às 08:15
A Polícia Civil e a Prefeitura de Monteiro, no Cariri paraibano, investigam a denúncia de que uma professora teria perfurado a cabeça de um aluno de 4 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com uma agulha de seringa dentro de uma creche municipal. O caso ocorreu em 7 de julho, mas os pais do menino afirmam que só foram notificados pela direção da unidade quase um mês depois, em 3 de agosto.
Conforme relatos de cuidadoras registrados em relatórios da própria creche, a docente teria retirado o objeto de um estojo de lápis, abordado a criança de forma brusca e provocado o ferimento com sangramento. Em seguida, a professora teria limpado o local com papel higiênico e tentado dissimular a origem da lesão. Em sua defesa no relatório interno, a servidora negou ter furado o aluno, alegando ter apenas exibido o item em tom de ameaça disciplinar antes de notar o sangramento.
A mãe da vítima, Jéssica Lima, relatou que o filho vinha apresentando alterações comportamentais e crises de agressividade desde meados de abril. Ao ser chamada para a reunião em agosto, acreditava tratar-se de um alinhamento sobre o comportamento do menino, mas foi informada de maneira superficial sobre o incidente. Ao obter a cópia dos documentos da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), a família gravou um relato em casa no qual a criança apontava para a cabeça e mencionava a presença do objeto perfurante.
Diante da gravidade dos fatos, os pais registraram um Boletim de Ocorrência por maus-tratos na Delegacia de Polícia Civil de Monteiro em 7 de agosto, além de acionarem o Conselho Tutelar e o Ministério Público da Paraíba (MPPB). Paralelamente ao inquérito policial, a gestão municipal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta da professora e a demora na notificação dos responsáveis, colhendo os depoimentos da família perante a comissão processante no último dia 11 de setembro.
Fonte: Repórter PB
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