
11/02/2026 às 13:34
As eleições acrescentam incertezas no cenário econômico, mas o Banco Central não deve reagir a ruídos causados pela disputa. A afirmação é do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participou nesta quarta-feira (11) de um evento do BTG Pactual.

Segundo ele, os desdobramentos das campanhas podem alterar percepções e expectativas. Por isso, é preciso serenidade para avaliar as informações e encontrar sinais realmente importantes.
"Ninguém gostaria e acho que não colaboraria para o nosso mandato, ter um Banco Central que fica mudando a sua função de reação em função de cada pesquisa eleitoral que vai sair, ou em função de qualquer coisa que possa ser uma propaganda ou alguma coisa nesse sentido. Não me parece ser o papel que o Banco Central deveria desempenhar."
Sobre a inflação, Galípolo ainda lembrou de incertezas geradas pela economia aquecida e influências externas, Estados Unidos no caso. Por isso, segundo ele, a cautela do Copom ao sinalizar apenas para março o início do ciclo de cortes nos juros.
"A gente vai consumir os dados e encarar os dados com serenidade. O que é que significa serenidade? Significa que o Banco Central, ele tá mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças, ele se move de uma maneira mais comedida e segura."
O presidente do Banco Central ainda falou sobre o Banco Master e elogiou o trabalho do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na condução das investigações.
Para ler no celular, basta apontar a câmera