
04/02/2026 às 14:27
O Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. A estimativa foi apresentada nesta quarta-feira, 4, pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. As previsões confirmam que o câncer ainda é uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares.

Neste Dia Mundial do Câncer, o instituto lançou uma publicação sobre a incidência da doença no Brasil. O material reúne dados que orientam o planejamento de políticas públicas, ações de prevenção, diagnóstico e atenção oncológica no país.
Os dados do Inca sugerem uma alta significativa da incidência de câncer no país na comparação com o triênio anterior, de 2023 a 2025, no qual a projeção era de 704 mil casos anuais.
Entre os fatores atribuídos para a elevação de casos estão o envelhecimento da população, crescimento populacional, hábitos de risco e mudanças ambientais. Presente ao lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da prevenção.
“O mais importante no combate ao câncer é a prevenção de combater os hábitos que levam ao câncer como tabaco, principalmente entre os mais jovens, com os dispositivos eletrônicos, o que é uma importante questão a ser enfrentada. O crescimento da obesidade, obesidade tem relação direta com o câncer."
O campeão de notificações continua sendo o câncer de pele não melanoma, seguido pelo câncer de mama e próstata. As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dos novos casos de câncer no país, totalizando cerca de 70% da incidência.
Também foram apresentadas as divisões de câncer de acordo com o gênero. Entre os homens, os mais comuns são os de próstata, cólon e reto e pulmão. Já entre as mulheres, prevalecem os de mama, cólon e reto e colo do útero.
Outro destaque do levantamento é que o câncer de cólon e reto pulou da quarta posição entre os cânceres mais prevalentes em 2023 para o segundo mais frequente na projeção deste ano, tanto entre homens quanto mulheres.
Segundo o estudo, os fatores de risco estão ligados ao alto consumo de alimentos ultraprocessados e de carne vermelha, além de sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
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