20/10/2026 às 08:07
Wilson Filho (Republicanos) ‧ Foto: Divulgação
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para o biênio 2027–2028 começa a ganhar forma após as eleições estaduais. Wilson Filho (Republicanos) aparece com candidatura estruturada, mas a consolidação do cenário ainda depende da manutenção dos apoios e da posição política do governador reeleito Lucas Ribeiro (Progressistas).
Wilson reúne a indicação unânime do Republicanos, anunciada em 7 de outubro, e o apoio do atual presidente da Assembleia, Adriano Galdino. O acordo defendido por Galdino prevê Wilson no primeiro biênio e o próprio Adriano no comando da Casa entre 2029 e 2030, entendimento que teria envolvido Lucas Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro, Daniella Ribeiro e lideranças do Republicanos.
Apesar disso, a eleição não está definida. Lucas reconheceu que a candidatura já vinha sendo discutida, mas considerou antecipadas as articulações e afirmou que pretende tratar da sucessão somente após o segundo turno presidencial, em 25 de outubro.
Enquanto isso, Eduardo Carneiro e Tanilson Soares, ambos do Progressistas, aparecem como alternativas. Aguinaldo Ribeiro também atua nas articulações e, segundo informações apurada pela coluna, orientou integrantes da base a aguardarem o encerramento da eleição presidencial.
Wilson Filho teria reunido cerca de 26 assinaturas de apoio, segundo reportagem publicada em 15 de outubro. Caso esse número seja mantido, supera a maioria absoluta necessária de 19 votos, considerando os 36 deputados da Assembleia.
Na segunda-feira (19), Hervázio Bezerra confirmou que assinou a lista de apoio a Wilson, mas revelou também ter recebido ligação de Eduardo Carneiro pedindo seu voto, mostrando que as negociações continuam.
As assinaturas, contudo, não representam votos definitivos. A decisão será tomada pelos deputados estaduais no momento da eleição.
O peso de Lucas Ribeiro
O ponto central da disputa está na capacidade de Lucas Ribeiro de conduzir uma solução que preserve a unidade da base. O Republicanos cobra o cumprimento do acordo defendido por Adriano Galdino, enquanto setores do Progressistas demonstram interesse no comando da Assembleia.
Wilson, portanto, chega com apoios relevantes e uma candidatura politicamente consolidada, mas ainda sem garantia de vitória. Eduardo Carneiro e Tanilson Soares precisarão transformar suas articulações em candidaturas competitivas.
O governador não tem voto decisivo na eleição da Mesa, mas sua posição poderá influenciar o entendimento entre os parlamentares. O próximo passo será saber se os compromissos anunciados se transformarão em maioria efetiva no plenário.
Por Pereira Júnior

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