
24/09/2026 às 06:25
O agravamento do fenômeno Super El Niño pode provocar 13,3 mil mortes adicionais no Brasil até fevereiro de 2027 devido às ondas de calor extremo, atingindo principalmente as regiões Norte e Nordeste.
O dado integra um relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado nesta quarta-feira (23), que estima um impacto global de 451 mil vítimas em virtude das temperaturas elevadas no Oceano Pacífico.
O estudo aponta o Brasil como o país mais afetado da América Latina, ocupando a quinta posição mundial em projeção de mortalidade — atrás apenas de Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria. No cenário nacional, os estados do Pará (2,3 mil mortes), Maranhão (1,3 mil), Amazonas (1,2 mil) e Bahia (1,2 mil) concentram os maiores índices de vulnerabilidade, com o pico do impacto previsto para o verão entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Diante do quadro, o Ministério da Saúde iniciou o envio de bases móveis da Força Nacional do SUS para reforçar o atendimento em áreas críticas.
Cientistas e pesquisadores do laboratório norte-americano alertam que o evento climático funciona como um indicativo das temperaturas médias que o planeta enfrentará nas próximas décadas com o avanço do aquecimento global.
Para conter a taxa de mortalidade, o relatório recomenda a adoção imediata de medidas preventivas, como o estabelecimento de pontos de hidratação pública, a criação de centros comunitários de resfriamento e a emissão de alertas precoces à população vulnerável.
Fonte: Repórter PB
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