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Cuidado

Semana Justiça pela Paz em Casa na Comarca de Sousa conta com sala de acolhimento

O ambiente de escuta e cuidado foi instalado no Fórum da Comarca, durante a 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa, realizada de 17 a 21 de agosto.

Da Redação Repórter PB

21/08/2026 às 12:00

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Imagem Sala de Acolhimento para receber mulheres vítimas de violência

Sala de Acolhimento para receber mulheres vítimas de violência ‧ Foto: Reprodução

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A 6ª Vara Mista de Sousa, unidade especializada em violência doméstica, disponibilizou uma 'Sala de Acolhimento' para receber mulheres vítimas de violência. O ambiente de escuta e cuidado foi instalado no Fórum da Comarca, durante a 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa, realizada de 17 a 21 de agosto.

O espaço foi preparado para que as mulheres possam aguardar, com segurança e respeito, o momento de serem ouvidas na audiência. O objetivo é que essas vítimas, ao passar pelo judiciário, se sintam respeitadas, ouvidas e acolhidas durante esse processo. Na sala de acolhimento, elas têm acesso à orientações jurídicas e psicológicas.

A Comarca de Sousa contabilizou 82 audiências, realizadas nos dois turnos e simultaneamente em três salas. "Graças a colaboração das juízas Ana Carmen Jordão e Adriana Lins, do Ministério Público e da Defensoria Pública, que prontamente designaram Promotores de Justiça e Defensores Públicos para atuarem no esforço concentrado", afirmou a juíza Paula Frassinetti Nóbrega de Miranda Dantas, titular da unidade.

A Semana Justiça pela Paz em Casa é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mobiliza tribunais de todo o país. O objetivo é agilizar o julgamento de processos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher, fortalecendo a aplicação da Lei Maria da Penha.

Na Paraíba, a programação totaliza 696 audiências, distribuídas entre 19 varas de 16 comarcas, com a participação integrada do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), da Patrulha Maria da Penha e da Coordenadoria das Delegacias da Mulher.

Para a juíza Paula Frassinetti, o objetivo não é apenas alcançar bons números, mas garantir que cada mulher seja ouvida com respeito e acolhimento. “Sabemos que muitas mulheres chegam ao Fórum fragilizadas, inseguras e sem conhecer os seus direitos. Por isso, gostaríamos que elas encontrassem também um espaço de acolhimento enquanto aguardavam as audiências”, declarou.

O espaço para implantação da sala de acolhimento foi disponibilizado pelo diretor do Fórum da Comarca de Sousa, juíz Alexandre Trineto. “O pensamento é de melhor acolher para que a justiça seja feita de forma mais branda e que a gente faça com que as pessoas se sintam mais confortáveis e acolhidas pelo nosso poder judiciário”, afirmou.

A Casa de Acolhida Provisória da Mulher Irene de Sousa Rolim também participou da iniciativa, representada pela assistente social Elma Maria da Silva Abrantes e pela advogada Marianna Estrela Pinho de Leonardo. “É muito importante esse acolhimento e essa escuta de cada mulher. A experiência que eu tive foi sensacional. Que o Fórum continue a fazer esse belo trabalho de acolhimento”, declarou Marianna.

Uma das mulheres, vítima de violência doméstica, que preferiu não se identificar, afirmou se sentir segura nesse espaço, evitando a possibilidade de coação por parte do acusado. “Eu achei de grande importância chegar no Fórum e ser bem acolhida, ter um lugar para ficar e não estar diretamente em contato com o agressor. Isso preserva também a nossa integridade”, relatou.

Participaram da iniciativa as assessoras Elen Cristina Araújo Almeida e Duanny Alves Batista, os servidores da unidade, Edivânia Ferreira, Edjailson Vieira, Francisca de Paula e Izabella Lucena, e estagiárias Brena Mendes de Sá, Camilly Vitória de Melo Silva, Franclécia Gomes de Sousa e Jamile Lucena da Silva.

Também estiveram presentes a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio das advogadas Rosana Santos de Almeida, Kely Cristina Alves de Sousa e Nyvia Sonara Resende Torres, a Assistência Jurídica Integral e Gratuita (AJIG) do município de Sousa, na pessoa do advogado Dr. Danilo Marques da Nóbrega, e a psicóloga voluntária Luciana Gadelha de Oliveira.

A programação da 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa teve início na segunda-feira (17) em Guarabira. Após passar pelas Comarcas de Campina Grande, Cajazeiras, Patos e Sousa, se encerra nesta sexta-feira (21), no auditório do Fórum Criminal da Comarca de João Pessoa.

Fonte: Repórter PB

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