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API e Amidi reagem a críticas de prefeita de Cajazeiras contra jornalistas

As matérias citadas pelas entidades tiveram como base informações de uma investigação da Polícia Federal, que resultou na prisão do presidente do instituto, Thomas Jefferson Lira

Da Redação Repórter PB

03/09/2026 às 17:36

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Imagem Prefeita, Corrinha Delfino

Prefeita, Corrinha Delfino ‧ Foto: Divulgação

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A Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação de Mídia Digital (Amidi) divulgaram, nesta quinta-feira (3), uma nota conjunta em defesa de jornalistas e veículos de comunicação após manifestações da prefeita de Cajazeiras, Socorro Delfino (PP) nas redes sociais.

A reação ocorreu após reportagens sobre suspeitas relacionadas ao Instituto de Gestão Social de Pernambuco (IGESPE), entidade que possui serviços empenhados pela Prefeitura de Cajazeiras no valor informado de R$ 53 milhões. As matérias citadas pelas entidades tiveram como base informações de uma investigação da Polícia Federal, que resultou na prisão do presidente do instituto, Thomas Jefferson Lira.

Entre os profissionais mencionados na manifestação estão os jornalistas Gilberto Lira, do Resenha Politika, e Fabiano Gomes, do Fonte83.

Segundo a API e a Amidi, a prefeita classificou as informações como “Fake” e publicou a frase: “NÃO VOU PAGAR PARA APAGAR!”. As associações consideraram que a declaração sugere, sem provas, a existência de chantagem contra jornalistas e veículos.

As entidades também afirmaram que a situação não seria um episódio isolado e lembraram críticas feitas pela prefeita, em fevereiro deste ano, ao Diário do Sertão, após publicações relacionadas aos gastos do Carnaval de Cajazeiras.

Na nota, API e Amidi classificaram a postura como “autoritária”, defenderam o livre exercício do jornalismo e manifestaram solidariedade aos profissionais citados.

As duas associações também informaram que poderão oferecer suporte jurídico aos jornalistas e empresas de comunicação, caso decidam buscar reparação por eventuais danos morais na Justiça.

ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DE IMPRENSA – API

ASSOCIAÇÃO DE MÍDIA DIGITAL – AMIDI

Nota Conjunta de Repúdio

A Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação de Mídia Digital (Amidi), de forma conjunta e uníssona, repudiam os ataques e injúrias dirigidos pela prefeita de Cajazeiras, Socorro Delfino, contra perfis digitais, veículos de comunicação e profissionais de imprensa, entre eles, os jornalistas Gilberto Lira, do site Resenha Politika, e Fabiano Gomes, do Fonte83.

Contrariada pela publicação de notícias sobre suspeitas de fraudes praticadas pelo Instituto de Gestão Social de Pernambuco (IGESPE), entidade cujos serviços empenhados pela Prefeitura de Cajazeiras somam R$ 53 milhões, a gestora do município publicou ofensas nas redes sociais sugerindo desvios de conduta ética e jornalística dos profissionais e veículos responsáveis por matérias baseadas na investigação da Polícia Federal e prisão do presidente do IGESPE, Thomas Jefferson Lira.

Nas postagens feitas no seu próprio perfil pessoal, replicadas em cadeia por seus assessores, subordinados diretos da Prefeitura e, portanto, servidores públicos, a prefeita ataca veículos e jornalistas classificando fatos de “Fake” e acrescentando: “NÃO VOU PAGAR PARA APAGAR”! Uma insinuação - criminosa e sem provas – de  chantagens.

A prefeita é reincidente nesse método arbitrário e inaceitável. Em fevereiro deste ano, ou seja, poucos meses atrás, ela adotou estratégia semelhante para tentar desqualificar o portal Diário do Sertão, por acasião de reportagens sobre gastos do carnaval da cidade.

A API e a Amidi lamentam a postura autoritária da prefeita e de qualquer agente político que tente intimidar ou limitar o exercício livre e democrático da imprensa e das empresas de comunicação, se solidariza com os veículos e profissionais atacados, e se coloca à disposição para suporte jurídico, em caso da opção pela reparação por danos morais pela via judicial.

João Pessoa, Paraíba, 3 de Setembro de 2026

Fonte: Repórter PB

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