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Agenda

Governo da Paraíba recebe equipe do BNDES para visitas técnicas ao Complexo Científico do Sertão

O grupo realizou, juntamente com representantes do DER, uma série de visitas técnicas aos equipamentos que integram o Complexo Científico do Sertão.

Por Redação do Reporterpb

29/01/2026 às 19:46

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Imagem Governo da Paraíba recebe equipe do BNDES para visitas técnicas ao Complexo Científico do Sertão

Governo da Paraíba recebe equipe do BNDES para visitas técnicas ao Complexo Científico do Sertão ‧ Foto: Maryana Roma

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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), recebeu, nessas terça (27) e quarta-feira (28), a equipe técnica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O grupo realizou, juntamente com representantes do DER, uma série de visitas técnicas aos equipamentos que integram o Complexo Científico do Sertão.

A agenda faz parte do acompanhamento operacional dos projetos financiados pelo banco no âmbito do programa Paraíba Investe Impacto. As visitas técnicas fazem parte da rotina do banco para acompanhar projetos já aprovados ou em fase de análise, permitindo compreender, de forma mais aprofundada, o impacto das iniciativas apoiadas

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, Claudio Furtado, destacou que as visitas técnicas do BNDES reforçam a credibilidade e a robustez do Complexo Científico do Sertão como política pública estruturante. “O Complexo Científico do Sertão é a materialização de uma visão de desenvolvimento que coloca a ciência, a tecnologia e a educação no centro das estratégias do Governo da Paraíba. A presença do BNDES aqui demonstra que estamos no caminho certo, construindo um projeto sólido, integrado e com capacidade real de transformar o território, gerar oportunidades e reduzir desigualdades regionais.”

A primeira parada da comitiva ocorreu no Vale dos Dinossauros, em Sousa, onde os representantes do BNDES conheceram de perto as ações de preservação, pesquisa científica, educação patrimonial e extensão desenvolvidas no local, além do potencial do equipamento para o fortalecimento do turismo científico e cultural na região. Em seguida, eles foram até a Cidade da Astronomia, em Carrapateira, e encerraram a visita no Radiotelescópio Bingo, em Aguiar.

De acordo com o BNDES, o banco avalia o projeto como alinhado aos seus principais critérios de investimento, por se tratar de uma iniciativa multissetorial que integra ciência, tecnologia, educação, turismo e desenvolvimento regional. Ainda segundo o banco, o Complexo se diferencia por não se limitar à construção de infraestrutura física isolada, mas por propor uma estratégia integrada de desenvolvimento, capaz de gerar impactos econômicos, sociais e educacionais de longo prazo para o sertão paraibano. A proposta de interiorização da ciência e da tecnologia, associada à valorização do território e ao envolvimento da população local, foi apontada como um dos principais méritos do projeto.

No âmbito do contrato de financiamento do programa Paraíba Investe Impacto, que prevê um volume global de até R$ 800 milhões para diversas obras estruturantes no estado, a Cidade da Astronomia, um dos equipamentos do Complexo Científico do Sertão, já teve seu projeto aprovado, com investimento de aproximadamente R$ 55 milhões.

A programação da equipe do BNDES inclui ainda visitas a outros empreendimentos estratégicos do estado, como o Arco Metropolitano e o Complexo Rodoviário Ponte do Futuro, reforçando o caráter abrangente do Paraíba Investe Impacto como instrumento de indução ao desenvolvimento sustentável.

Complexo Científico do Sertão - O Complexo Científico do Sertão movimenta obras, pesquisas e parcerias que integram comunidades, universidades e instituições internacionais em torno de um propósito comum: interiorizar a ciência e fazer dela um motor de desenvolvimento para a região. Dos progressos estruturais do Radiotelescópio Bingo à construção da Cidade da Astronomia, passando pela renovação do Vale dos Dinossauros e pela implantação do Museu de Arqueologia de Cajazeiras, o projeto consolida uma política pública inovadora que já recebeu mais de R$ 75,8 milhões em investimentos.

Para o coordenador do Projeto de Geopaleontologia e Arqueologia desenvolvido no Vale dos Dinossauros, o paleontólogo Fábio Cortes, o Complexo Científico do Sertão representa uma iniciativa inédita no Brasil, especialmente no Nordeste. “O projeto promove a descentralização da produção acadêmica e do conhecimento científico, tradicionalmente concentrados nas grandes capitais. No caso específico de Sousa, a paleontologia se consolida como força motriz desse processo de transformação, impulsionando não apenas a pesquisa científica, mas também o turismo, a educação e a economia local”, disse.

Já o coordenador do Projeto da Cidade da Astronomia, Jamilton Rodrigues, comentou sobre o caráter informativo e de desenvolvimento que iniciativas como essa podem levar. “Essa articulação é essencial para que grandes infraestruturas científicas cumpram um papel permanente de transformação social, educacional e territorial, favorecendo o acesso da população à ciência avançada e firmando essa iniciativa como uma política pública estruturante para o interior do estado”, comentou.

Além disso, o professor ressaltou que a integração entre a Cidade da Astronomia e o Radiotelescópio Bingo reforça uma lógica de desenvolvimento científico articulado no sertão paraibano. “Concebidos como partes de um mesmo arranjo estratégico, os dois equipamentos conectam pesquisa de fronteira, formação científica e divulgação do conhecimento, criando um ambiente contínuo de produção e circulação de saberes sobre o Universo”, completou.

O Complexo Científico do Sertão é uma política pública pioneira, que transformará o Sertão paraibano em referência nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. A expectativa é de que, com todas as etapas previstas concluídas, a região do Vale do Rio do Peixe possa ser formalizada na candidatura a Geoparque Mundial da Unesco, posicionando a Paraíba ao lado do Geoparque do Araripe, no Ceará, e do Geoparque do Seridó, no Rio Grande do Norte.

Fonte: Repórter PB

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