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Osmar revela que Zé de Pedrinho quer lhe arrancar a força da Presidência da Câmara em Marizópolis

Autor do pedido, o vereador Carlos José discordou do encaminhamento e protestou alegando descumprimento do Regimento Interno da Câmara

A sessão ordinária da Câmara de Marizópolis terminou em gritaria, foi encerrada em meio a tumulto. O presidente da Casa, Osmar Vitalino, em cumprimento à decisão judicial, recebeu requerimento de autoria do vereador Carlos José, que pede a anulação da eleição da atual Mesa Diretora, e deu tramitação, encaminhando o pedido de parecer à Procuradoria Jurídica do Poder no prazo máximo de cinco dias.

Autor do pedido, o vereador Carlos José discordou do encaminhamento e protestou alegando descumprimento do Regimento Interno da Câmara. "Não tem isso de parecer em caso de requerimento", criticou o parlamentar.

Vereadores da bancada do prefeito também se manifestaram e pediram que o requerimento fosse colocado em votação. Diante do tumulto, gritaria e da decisão anunciada, o presidente da Câmara encerrou os trabalhos e anunciou que a tramitação continuaria na próxima semana, com o parecer da Procuradoria.

Osmar Vitalino (Avante), que denunciou ontem manobra do grupo do prefeito Zé de Pedrinho para tirá-lo à força da presidência da Casa, esclareceu que o requerimento apresentado não é corriqueiro e nem normal.

"É um requerimento que interfere diretamente no funcionamento e administração da Casa e que pode afetar diretamente uma Mesa Diretora eleita numa sessão com a presença de oito parlamentares. Esse tipo de matéria não pode ser apreciada de afogadilho, de todo jeito. Nós temos responsabilidade e vamos ouvir antes um parecer jurídico para que o requerimento possa ser apreciado do ponto de vista legal, e não político", ressaltou Osmar.

O presidente da Câmara anunciou que todas as medidas tomadas na sessão serão comunicadas em juízo e nos autos do processo. "Nosso interesse é que a Justiça seja feita, mas não vamos aceitar que alguns atropelem a independência do Poder Legislativo e façam desse processo um instrumento de pressão e intimidação. Não vou me ajoelhar diante de ameaças e chantagens", avisou.

Depois do encerramento da sessão, vereadores insatisfeitos com a decisão permaneceram em plenário. A Polícia Militar foi chamada ao local pela Presidência da Câmara para garantir a ordem e a integridade dos vereadores e da platéia.

Repórter PB

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