
06/01/2026 às 10:04
Nos bastidores da política paraibana, a decisão de Pollyanna Werton de colocar seu nome à disposição do PSB para a disputa federal em 2026 é vista como parte de uma estratégia cuidadosamente construída, e não como um gesto individual.
Fontes próximas ao núcleo governista apontam que o nome de Pollyanna circula há meses nas discussões internas do partido. À frente da Secretaria de Desenvolvimento Humano, ela se transformou em um dos principais braços sociais da gestão de João Azevêdo, com presença frequente no interior e capilaridade política que poucos quadros do governo possuem atualmente.
A leitura interna é clara: o PSB precisa de nomes com lastro eleitoral, histórico de voto e identidade com o interior, especialmente o Sertão. Nesse cenário, Pollyanna surge como um ativo estratégico. Sua votação expressiva ao Senado em 2022, mesmo sem vitória, foi interpretada como um teste de densidade política aprovado.
Outro fator de bastidor pesa: a ausência total de mulheres da Paraíba na Câmara Federal. Dentro do governo, há consenso de que uma candidatura feminina competitiva fortalece o discurso político e amplia o alcance do projeto, especialmente junto ao eleitorado social e às pautas de inclusão.
Nos corredores, a avaliação é que Pollyanna tem hoje mais chances no sistema proporcional do que teve na majoritária, sobretudo com uma nominata organizada e apoio institucional. Seu movimento, portanto, não antecipa apenas uma candidatura, mas revela que o governo já trabalha com nomes definidos para sustentar sua base em Brasília no próximo ciclo.
Por Pereira Júnior
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