
15/06/2026 às 11:30
O período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro está prestes a vencer.
O benefício temporário, autorizado em 24 de março pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expira no próximo dia 25 de junho. Diante da proximidade do prazo, a defesa do ex-presidente já sinalizou que acionará a Suprema Corte para solicitar a prorrogação da medida, alegando a persistência e o agravamento do seu estado clínico.
A transferência para a residência oficial, localizada no Condomínio Solar de Brasília, ocorreu após Bolsonaro, de 71 anos, ser internado com um quadro de broncopneumonia aspirativa, somado a complicações crônicas e uma cirurgia recente no ombro. Antes disso, ele cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar (a "Papudinha"), dentro do Complexo da Papuda, onde cumpre condenação de 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado e comando de organização criminosa. Relatórios médicos semanais enviados ao STF apontam que o quadro do ex-presidente apresentou piora recente, com crises severas de soluço crônico que exigiram o limite terapêutico de medicamentos.
Para reavaliar a situação e decidir sobre a extensão do prazo, o ministro Alexandre de Moraes deve determinar a realização de uma nova perícia médica oficial. Caso o retorno ao estabelecimento prisional seja adiado, a tendência é que sejam mantidas as rigorosas medidas cautelares vigentes.
Atualmente, Bolsonaro cumpre o regime com o uso de tornozeleira eletrônica e está sob total isolamento político, sendo proibido de utilizar telefones celulares, acessar redes sociais, gravar vídeos para a internet ou receber visitas que não sejam de familiares próximos, advogados e equipes médicas.
Fonte: Repórter PB
Para ler no celular, basta apontar a câmera