
15/06/2026 às 10:00
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve, nesta segunda-feira (15), a proibição de venda, distribuição e uso de lotes antigos e específicos de desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos da marca Ypê.
A resolução, publicada no Diário Oficial da União, restringe a punição apenas aos produtos fabricados antes do outono deste ano, após novos testes de laboratório comprovarem que os itens produzidos recentemente estão dentro dos padrões de segurança exigidos.
A medida é o desdobramento de uma crise iniciada em 7 de maio, quando uma inspeção técnica na fábrica da empresa em Amparo (SP) detectou 76 irregularidades e o descumprimento de normas federais de fabricação. Na ocasião, o órgão alertou para o risco de contaminação microbiológica.
O sinal de alerta foi reforçado pelo histórico da companhia, que em novembro de 2025 já havia enfrentado problemas com a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa — um patógeno oportunista que, embora inofensivo para pessoas saudáveis, pode causar infecções graves em idosos, transplantados e pacientes com o sistema imunológico fragilizado.
Como a fabricante apresentou laudos satisfatórios para a produção recente, a Anvisa abrandou o cerco, liberando os produtos fabricados a partir de março e abril de 2026 (a depender da categoria). No entanto, os itens remanescentes dos lotes proibidos que ainda estão nas prateleiras dos supermercados deverão ser recolhidos ou passar por um monitoramento sanitário rigoroso acordado entre a agência e a empresa para mitigar riscos à saúde pública.
Fonte: Repórter PB
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