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Missão de Arranque

Estado da Paraíba inicia Projeto Sertão Vivo que vai atender 38 mil famílias de 157 municípios do semiárido

O Sertão Vivo busca fortalecer a convivência com o Semiárido por meio de ações voltadas à segurança hídrica, sistemas agroflorestais, recuperação ambiental e geração de renda para agricultores familiares.

Da Redação Repórter PB

21/05/2026 às 16:45

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Imagem Projeto Sertão Vivo

Projeto Sertão Vivo ‧ Foto: Reprodução

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O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Paraíba (Semas), iniciou nesta semana a ‘missão de arranque’ do Projeto Sertão Vivo, em João Pessoa, reunindo representantes do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Empaer Paraíba para planejar e discutir as primeiras ações da iniciativa no estado. O projeto vai atender 38 mil famílias em 157 municípios, com o valor total de R$ 150 milhões em investimentos.

O Sertão Vivo busca fortalecer a convivência com o Semiárido por meio de ações voltadas à segurança hídrica, sistemas agroflorestais, recuperação ambiental e geração de renda para agricultores familiares. Mais do que promover conscientização ambiental, o projeto quer garantir que agricultores possam aumentar sua renda por meio de práticas sustentáveis, ampliando a segurança alimentar e hídrica das famílias.

A missão marca oficialmente o início da execução do projeto na Paraíba e representa um momento estratégico de alinhamento técnico, capacitação das equipes e definição das ações que serão implementadas junto às comunidades do Semiárido paraibano. Durante dois dias, os participantes discutem áreas específicas do programa, recebem orientações técnicas das equipes financiadoras e compartilham experiências relacionadas à execução do projeto.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Adroilzo Fonseca, destacou a importância do encontro e o comprometimento do Governo da Paraíba com a iniciativa. “Essa missão representa o início efetivo das ações do Projeto Sertão Vivo na Paraíba. Estamos recebendo as equipes do Fida e do BNDES, que são os financiadores do projeto, para planejar e discutir as primeiras ações que serão desenvolvidas no estado. É um marco importante porque agora estamos oficialmente autorizados a iniciar as atividades. São dois dias de discussões, orientações técnicas e compartilhamento de experiências para garantir que o projeto comece de forma estruturada e eficiente”, afirmou o secretário.

O oficial de programa do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), Hardi Vieira, explicou que a missão de arranque é o momento em que o projeto inicia oficialmente sua implementação. Segundo destacou, o Sertão Vivo é uma das principais iniciativas do Fida atualmente no mundo e fortalece a atuação histórica do organismo internacional na Paraíba, que já contou com experiências como o Projeto Procase e o Projeto Dom Hélder Câmara.

A gerente do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Raquel Zanon, explicou que o projeto está alinhado às principais diretrizes do BNDES voltadas à agricultura familiar, agroecologia, redução das desigualdades sociais e enfrentamento das mudanças climáticas. “O Sertão Vivo combina ações de adaptação e mitigação climática com geração de melhores condições de vida para famílias agricultoras do Semiárido, priorizando mulheres, jovens e povos e comunidades tradicionais. É uma iniciativa inovadora e emblemática para o banco”, ressaltou.

Projeto Sertão Vivo – O Projeto Sertão Vivo tem como objetivo apoiar iniciativas nos estados do Nordeste que promovam o aumento da resiliência climática da população rural do Semiárido brasileiro, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, como povos indígenas e quilombolas. As ações previstas incluem ampliação do acesso à água, fortalecimento da segurança alimentar, aumento da produtividade agrícola sustentável, recuperação de ecossistemas degradados e redução das emissões de gases de efeito estufa, promovendo melhores condições de vida para as populações rurais da região.

Fonte: Repórter PB

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