
11/03/2026 às 07:45
Nesta quarta-feira (11), completa-se exatamente um ano da primeira denúncia do Caso ISEA, o episódio de suposta negligência médica na Maternidade Instituto de Saúde Elpídio de Almeida que resultou na morte de um recém-nascido.
A tragédia foi agravada pelo falecimento da mãe, Maria Danielle, que teve o útero removido durante o parto e morreu pouco tempo depois da denúncia. Doze meses após o início das apurações, a família ainda aguarda a conclusão do inquérito policial e a emissão da certidão de óbito de Danielle.
Apesar de a legislação prever prazos mais céleres, o inquérito da Polícia Civil segue em aberto sob pedidos de prorrogação. O delegado Renato Leite informou que terá um novo prazo de 30 dias, a partir desta quinta-feira (12), para realizar diligências complementares antes de enviar o caso à Justiça. Paralelamente, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) afirmou que o procedimento de tutela coletiva está em fase final, mas ressaltou que a esfera criminal depende exclusivamente do encerramento dos trabalhos da polícia.
No âmbito administrativo, a Secretaria de Saúde de Campina Grande confirmou que uma sindicância recomendou o afastamento da equipe envolvida.
Segundo a Procuradoria-Geral do Município, o médico responsável não retornou à unidade e a enfermeira teve o contrato encerrado no final de 2025. Contudo, técnicos de enfermagem que participaram do atendimento já voltaram às funções normais na maternidade.
Enquanto os conselhos de classe (CRM e Coren) acompanham a conduta ética, o silêncio jurídico mantém a família de Maria Danielle em uma busca solitária por responsabilização.
Fonte: Repórter PB
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