
14/01/2026 às 17:09
O governo dos Estados Unidos decidiu suspender o processamento de vistos para cidadãos do Brasil e de outros 74 países, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (14) pela imprensa norte-americana. A medida foi determinada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, atualmente comandado pelo secretário Marco Rubio, e entra em vigor a partir de 21 de janeiro, sem prazo definido para retomada.
De acordo com fontes consultadas pelo Portal REPORTERPB, a decisão faz parte de uma revisão ampla dos critérios de triagem, verificação e elegibilidade migratória adotados pelos consulados americanos. Um memorando interno, obtido pela Fox News, orienta que funcionários consulares interrompam o fluxo normal de análise e passem a negar solicitações com base na legislação vigente, até que os novos procedimentos sejam concluídos.
Ainda não há confirmação oficial sobre o alcance total da medida, nem se a suspensão inclui vistos de turismo. No entanto, os consulados já receberam ordem para paralisar a tramitação de novos pedidos, independentemente da categoria, enquanto o processo de revisão estiver em curso.
Além do Brasil, a lista de países afetados inclui nações consideradas sensíveis do ponto de vista migratório, de segurança ou de pressão social, como Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen, entre outras.
Segundo a Fox Digital, a suspensão permitirá uma reavaliação aprofundada dos mecanismos de controle, com ênfase no cruzamento de dados biométricos, antecedentes criminais, histórico financeiro e risco de permanência irregular nos Estados Unidos.
A medida está associada à retomada de diretrizes previstas na política migratória conhecida como “public charge” (encargo público), que autoriza a negativa de vistos a estrangeiros considerados potencialmente dependentes de programas sociais do governo americano. Um telegrama enviado aos consulados em novembro reforçou a aplicação dessa regra.
Pela orientação atual, os agentes consulares devem avaliar fatores como condição de saúde, idade, proficiência em inglês, renda, patrimônio, histórico profissional e até a possibilidade de o solicitante demandar tratamentos médicos de alto custo no futuro. Na prática, o modelo estabelece um filtro econômico e social mais rigoroso para a entrada de estrangeiros no país.
Em declaração à Fox News, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, afirmou que o governo utilizará sua autoridade legal para impedir a entrada de pessoas que possam se tornar um ônus para o sistema público americano.
“O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos”, disse.
Até a publicação desta reportagem, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão.
Fonte: Repórter PB
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