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Alimentação

Congelar verba para merenda entre 2017 e 2022 foi catastrófico, diz presidenta do FNDE

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estava havia seis anos sem reajuste

Por Redação do Reporterpb

11/02/2026 às 20:06

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Imagem Ministério da Educação

Ministério da Educação ‧ Foto: Governo Federal

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Nesta semana, o Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), anunciou novo reajuste no valor do repasse para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em todo o país. O aumento autorizado é de 14,35% para este ano, com o objetivo de recompor o poder de compra de estados e municípios diante da inflação de alimentos.

Antes de 2023, o último reajuste havia sido em 2017. Em entrevista à Voz do Brasil desta quarta-feira (11/2), a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, falou sobre o impacto desse hiato para a segurança alimentar dos estudantes.

"Isso foi algo catastrófico. Não ter o reajuste significa menos comida chegando no prato das crianças. Então, em 2023, foi concedido um reajuste que chegou a 39% e agora quase 15%, totalizando quase 55% de incrementos", destacou Fernanda Pacobahyba.

E o orçamento deve chegar em 2026 a R$ 6,7 bilhões. Isso impacta enormemente porque quanto mais recurso a gente tem para alimentação escolar, maiores as possibilidades da gente oferecer uma alimentação de melhor qualidade", completou.

O PNAE é um dos maiores programas de alimentação escolar do mundo, atende 40 milhões de estudantes em todo país e é considerado referência pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

Escola de Tempo Integral

A alimentação escolar é considerada essencial para o aprendizado e para a formação de hábitos alimentares saudáveis, além de contribuir para a permanência dos estudantes na escola. Ainda em entrevista, a presidente do FNDE destacou o programa Escola de Tempo Integral como um importante aliado dos estudantes de baixa renda.

O programa proporciona a ampliação da jornada de tempo na perspectiva da educação integral e a priorização das escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

A Escola de Tempo Integral permite, em média, pelo menos cinco refeições por dia. Então, isso é muito importante pros nossos estudantes", afirmou a presidente do FNDE.

Fonte: Governo Federal

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