
14/06/2026 às 07:58
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6×1, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, aguarda decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o envio da matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar dos pedidos de senadores governistas e de centro, a tramitação não deve avançar nos próximos dias.
O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou que ainda não recebeu qualquer comunicação formal de Alcolumbre sobre a relatoria da proposta e que espera ser consultado antes da definição do relator. A escolha do responsável pelo parecer da PEC promete ser marcada por disputas políticas: o governo federal propõe o senador Camilo Santana (CE), enquanto Alcolumbre sinaliza apoio a Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de longa data.
A proposta está em regime de urgência constitucional, o que significa que se não for votada dentro de 45 dias, trancará a pauta do Senado. No entanto, o presidente da Casa tem sinalizado que seguirá um rito cauteloso, passando pela CCJ e posteriormente por uma comissão especial, atendendo a solicitações da oposição para adiar a análise do texto. O senador Izalci Lucas criticou a demora, questionando por que o Senado não poderia agilizar a votação, destacando a importância do tema como prioridade eleitoral do governo.
O impasse evidencia o equilíbrio delicado entre interesses partidários e governamentais no Senado, ao mesmo tempo em que reforça a autonomia da Casa em relação às decisões da Câmara, evitando transformá-la em um mero “carimbador” de matérias já aprovadas. A PEC, que visa alterar profundamente a legislação trabalhista, continua a gerar debate intenso nos bastidores políticos.
Fonte: Repórter PB
Para ler no celular, basta apontar a câmera