
17/09/2026 às 13:38
O valor mínimo do Bolsa Família subiu de R$ 600 para R$ 691, um aumento de 15% e vai valer a partir de outubro. O anúncio e a assinatura do decreto foram feitos, nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o objetivo é recompor o valor de acordo com a inflação acumulada desde março 2023 de acordo com o decreto. O índice utilizado é o INPC, que mede o custo de vida de famílias de até cinco salários mínimos de renda.
“O benefício médio do programa, quando se soma aos demais benefícios, sai de R$ 675,00 para R$ 777,00, ou seja, uma variação nominal em torno de R$ 100,00. Repito, respondendo à reposição da inflação nesse período, desde o início do Bolsa Família, nos termos que a lei nos autoriza”.
Segundo o ministro, há espaço fiscal para a medida neste ano, que deve custar 5,8 bilhões de reais. Moretti afirmou que zerar a fila da Previdência Social abriu margem para o reajuste. Para 2027, a previsão de impacto é de 22 bilhões de reais no orçamento.
O valor de 600 reais começou em 2022, quando se chamava Auxílio Brasil. A partir de 2023, o programa voltou a se chamar Bolsa Família e manteve o valor mínimo, mas teve o acréscimo de 150 reais para crianças de até 6 anos e 50 reais para gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos. Então o Benefício Primeira Infância, um extra pago por crianças de até seis anos, sobe para R$ 173; e o Benefício Variável Familiar para R$ 58, pago para gestantes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos.
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