
13/04/2026 às 07:30
Terminou sem acordo a primeira rodada de negociação pelo fim dos conflitos de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O encontro entre representantes estadunidenses e iranianos ocorreu em Islamabad, no Paquistão, e durou mais de 20 horas, só terminou na madrugada deste domingo. 

A falta de acordo foi confirmada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Segundo ele, uma das exigências do presidente Donald Trump para a paz seria que o Irã abandonasse o programa nuclear, o que não foi aceito pelos iranianos.
Após o fim das negociações, Donald Trump escreveu em uma rede social neste domingo que os representantes iranianos foram inflexíveis quanto à questão mais importante. Segundo Trump, a reunião correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, o da energia nuclear, não foi.
Nas negociações, o Irã foi representado pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Na rede social X, ele disse que os colegas de delegação apresentaram iniciativas promissoras, mas que os Estados Unidos não conseguiram conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada. Segundo Ghalibaf, os negociadores não vão parar os esforços para consolidar as conquistas dos 40 dias de defesa nacional dos iranianos.
Ainda durante as negociações, na madrugada de domingo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, escreveu na mesma rede social: "A dor pesada pela perda de nossos grandes líderes, entes queridos e compatriotas tornou nossa determinação em perseguir os interesses e direitos da nação iraniana mais firme do que nunca". Chegou também a definir as demandas dos Estados Unidos, como o fim do programa nuclear, como ilegais, que ferem os direitos legítimos e interesses justos do Irã.
Com a falta de acordo, o país mediador, Paquistão, fez um apelo para que, mesmo assim, o cessar-fogo de duas semanas anunciado na última terça-feira seja respeitado. O acordo vai até 22 de abril.
A guerra começou no dia 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, o que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. No mesmo dia, os bombardeios atingiram uma escola de meninas iranianas, causando a morte de 168 crianças.
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