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Viva Maria entrevista jovem documentarista que se inspirou no rádio

Rádio Agência

13/04/2026 às 09:36

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O Viva Maria aproveita a participação da apresentadora Mara Régia no 6º Seminário Mato Grossense de Rádio, realizado em Cuiabá, para falar sobre a força da comunicação, da cultura regional e das histórias humanas. A convidada desta edição do programa é a jovem documentarista Maria Rita, que começou a carreira influenciada pela mãe, professora que valorizava o rádio como ferramenta educativa, especialmente no interior. Ela conta como foi essa relação, principalmente com a Rádio Nacional. 

“Minha mãe teve uma formação pedagógica muito forte. Uma mulher que se tornou professora e depois foi fazer Direito. E ela sempre ensinou pra mim, pra minha irmã, a importância dos programas sociais apresentados na rádio, especialmente no interior. A gente vem de uma cidade que tem 17 mil habitantes. Então a rádio foi, por muito tempo, o único meio de comunicação daquela cidade. Então como ela era professora, ela deixava a gente ouvindo a rádio quase 24 horas”.

Maria Rita conta como desenvolveu sua carreira voltada para documentários sociais, buscando dar visibilidade a histórias humanas e à realidade de Mato Grosso. 

“Eu me apaixonei por documentários justamente por essa linha narrativa humana. De você olhar o seu cotidiano e tentar interpretar aquela existência a partir de um ponto de vista muito específico. A minha linha narrativa é social, justiça social. Hoje eu também faço um documentário para o ‘Isso Tudo é Mato Grosso’, que um programa da Assembleia Legislativa, que investiga a história dos 142 municípios do estado”. 

Atualmente Maria Rita está desenvolvendo um documentário inspirado em estudos sobre o trabalho em plataformas digitais, como a Uber. Durante sua pesquisa, ela encontrou o grupo “Elas no Volante”, formado por cerca de 120 mulheres motoristas em Cuiabá.

“Elas se organizaram como mulheres para conseguir algumas coisas, alguns direitos. E eu estou tentando fazer esse paralelo entre a discussão atual sobre a regulamentação da plataforma e um grupo de profissionais que se organizam independentemente de qualquer órgão para conseguir direitos, acessos, segurança, que é uma pauta muito importante no Mato Grosso, que infelizmente é capital do feminicídio no Brasil. Mas é uma coisa que a gente está buscando mudar. Ver essas mulheres se unindo, quebrando todo o estigma dessa profissão. Essa discussão de gênero é muito incrível”.

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