06/04/2026 às 08:06
Assembleia Legislativa da Paraiba ‧ Foto: divulgação
Olha… se você quer entender o que aconteceu na política da Paraíba nos últimos dias, precisa olhar para os nomes.
Porque a janela partidária não foi apenas uma mudança de siglas. Foi um movimento profundo, com decisões individuais que, somadas, redesenharam completamente a Assembleia Legislativa.
E quando você vê deputados como Luciano Cartaxo saindo do PT para o Republicanos, Tião Gomes deixando o PSB, Tanilson Soares, Júnior Araújo e João Gonçalves também migrando para o Progressistas, você começa a entender que não se trata de casos isolados.
É um movimento coletivo.
Hervázio Bezerra saiu do PSB e foi para o MDB. Camila Toscano, Tovar e Fábio Ramalho também reforçaram o MDB. Felipe Leitão deixou o Republicanos e seguiu o mesmo caminho.
Do outro lado, George Moraes saiu do União Brasil para o PL. Caio Roberto trocou o PL pelo MDB. Anderson Monteiro foi do MDB para o PV. Chió saiu da Rede e também foi para o PV. Dr. Romualdo deixou o MDB e foi para o PCdoB.
E ainda tem Eduardo Carneiro, que saiu do Solidariedade para o Progressistas, Michel Henriques, que deixou o Republicanos e também foi para o PP, Nilson Lacerda, que saiu do União Brasil para o Republicanos, e Eduardo Brito, que deixou o Solidariedade para o PSB.
Agora eu te pergunto: isso é apenas troca de partido… ou é reposicionamento estratégico para sobreviver politicamente?
Porque, quando 19 deputados mudam de legenda, isso não é movimento natural. Isso é cálculo eleitoral.
E esse cálculo passa por uma palavra-chave: coeficiente eleitoral.
Hoje, mais do que nunca, não basta ser votado. É preciso estar na chapa certa.
E é aqui que mora o risco.
Tem deputado forte que pode ficar de fora… e deputado médio que pode se eleger.
E isso já está sendo discutido nos bastidores, principalmente em regiões como Sousa, onde existe uma preocupação real com a possibilidade de perda de representatividade.
Outro ponto que chama atenção é o enfraquecimento do PSB.
Perdeu nomes importantes como Tião Gomes, Tanilson Soares, Júnior Araújo, João Gonçalves e Hervázio Bezerra.
E aí surge a pergunta inevitável: como um partido que está no comando do Governo perde tanto espaço dentro da Assembleia?
Enquanto isso, Republicanos, Progressistas e MDB crescem.
E crescem não apenas em número… mas em influência.
O Republicanos vira a maior bancada. O Progressistas encosta. O MDB se consolida.
E o que isso significa?
Que o centro de poder mudou.
E quando o centro de poder muda… muda também o rumo da eleição.
Agora, o cenário é outro.
Mais fragmentado, mais competitivo, mais imprevisível.
E a eleição de 2026 já começou.
Não nas ruas.
Mas nas escolhas que cada um fez agora.
E a pergunta final é simples… mas decisiva:
Quem escolheu o partido certo… e quem só vai perceber o erro quando for tarde demais?
Seguimos atentos.
Porque, a partir de agora… o jogo é de sobrevivência política.
Por Pereira Júnior

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