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Brasil registra mais de 7 mil novos casos de câncer de ovário por ano

Rádio Agência

11/03/2026 às 08:50

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Estimativas do Instituto Nacional do Câncer, o INCA, divulgadas neste mês de fevereiro para o triênio 2026-2028, apontam que o cenário do câncer de ovário no Brasil apresenta dados preocupantes, mantendo-se como um tumor silencioso e letal. As projeções indicam que o número de casos novos se mantém elevado, com estimativas de aproximadamente 7.300 novos casos anuais no país.

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum entre as mulheres brasileiras, ficando atrás apenas do câncer do colo do útero. Para a médica ginecologista Andresa Bilhar, o exame ginecológico de rotina é de extrema importância para a detecção do câncer de ovário, uma vez que, pela ausência de sintomas iniciais, ele é despercebido por grande parte das mulheres.

"A maioria dos cistos ovarianos são cistos benignos. Então a gente tem sim como avaliar cistos e massas ovarianas que aparecem em exames de imagem, principalmente no ultrassom transvaginal, e a gente tem critérios para qualificar se essa imagem ela é benigna ou se essa imagem pode ser suspeita ou sugestiva de malignidade".

Há fatores de risco para o câncer de ovário, mas há também medidas que podem prevenir a doença, alerta a ginecologista.

"Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver um câncer de ovário, por exemplo. Mulheres que menstruaram muito novas, antes de 12 anos; mulheres que pararam a menopausa mais tardiamente, após os 52 anos de idade; história familiar de câncer de ovário, de câncer colorretal ou mama, podem estar relacionados no aumento de risco. Manter um hábito de vida saudável e a detecção precoce existe mais através desse cuidado na saúde ginecológica".

É recomendado que as mulheres visitem o ginecologista anualmente para exames de rotina e detecção precoce de alterações.

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