
10/03/2026 às 15:46
A Procuradoria-Geral da República pediu nesta terça-feira (10) a condenação dos oito réus, incluindo dois deputados federais do PL, Partido Liberal, por diversos crimes, envolvendo suposto desvio de verbas de emendas parlamentares a um município do Maranhão. 

Entre os acusados estão os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues - conhecido como Josimar Maranhãozinho; e Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil. Também está no banco dos réus o ex-deputado João Bosco da Costa, conhecido como Bosco Costa.
Os três respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a denúncia da PGR, eles teriam cobrado propina para liberar emendas à cidade de São José de Ribamar.
Já os réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha são acusados de terem exigido do prefeito José Eudes Sampaio, em 2020, 25% dos mais de R$ 6,6 milhões como propina, para liberar as emendas ao município, o equivalente a mais de R$ 1,5 milhão.
Durante o julgamento o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, relatou conversas obtidas pela PF, em que o pastor Gil tentou se reunir com o então prefeito.
O prefeito, na época, apresentou uma notícia crime e "relatou cobranças e intimidações que estariam sendo feitas pelos integrantes do grupo investigado”.
As defesas dos três parlamentares pedem que as provas que a PF obteve de duas operações sejam anuladas.
Durante a sessão, o advogado do deputado Josimar Cunha Rodrigues - Felipe de Carvalho, citou trechos do depoimento do então prefeito José Eudes Sampaio, para argumentar que a verba não se tratava de emenda parlamentar.
Ele também negou a existência de “provas de que Josimar tenha solicitado vantagem indevida para a liberação de recursos”.
Na defesa do pastor Gil, o advogado Maurício Campos Jr. Pediu que o parlamentar seja inocentado por não haver “fato criminoso” e por falta de provas de cobrança de propina. Ele cita que as provas digitais extraídas dos celulares foram manipuladas.
Os advogados do ex-deputado Bosco Costa afirmaram que a emenda atribuída a ele foi incluída no Orçamento no ano anterior ao início do mandato; e nega, também, a existência de “prova que indique seu conhecimento” sobre as propinas.
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